verificador pinterest Casa, Coisas e Sabores: Novembro 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bife com cogumelos da Dona Benta


À primeira vista, bife é comida simples - mas que todo mundo adora - que não permite muitas variações. Você vai pensar que, ok, os cogumelos ajudam a dar um up no bife de todo dia, mas eu digo que é mais que isso. Com ingredientes simples, a receita do livro Comer Bem - Dona Benta eleva o nível do seu bife a comida de festa, de tão bom que fica.

A verdade é que, apesar de ter alguns livros de culinária, acabo apelando para a internet na hora de buscar alguma receita para usar um ingrediente específico. Minutos antes de começar a preparar a refeição - planejar cardápio da semana? Prefiro trabalhar com o inesperado, rs -, é muito mais fácil digitar "bife" na busca do Google do que folhear trocentas páginas de livros.

Mas, dessa vez, foi diferente. Lembrei que o Comer Bem (o livro da Dona Benta) tem uma parte só de receitas com bife e acabei encontrando uma receita bem caseira - o forte do livro -, simples, fácil e que termina em bifes com sabor incrível. Fiz algumas adaptações, que indico no final. Não leva nenhum ingrediente mirabolante, não tem nenhuma técnica apurada, mas o sabor...de lamber o prato. Acho que isso é coisa de comida de vó.

Bife com cogumelos 

4 bifes
1/2 cebola pequena ralada ou processada
2/3 de xícara de vinho branco
1/2 xícara de champignon
1 colher de sopa de manteiga e azeite
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Tempere os bifes com pimenta-do-reino e reserve. Em uma frigideira, coloque 1/2 colher de manteiga e um fio de azeite, frite os bifes até ficarem bem dourados e acrescente o sal (os dois lados do bife devem estar "selados" antes de colocar o sal, para a carne não perder o "suco"). Coloque os bifes em uma travessa e reserve. Na mesma frigideira, junte a 1/2 colher de manteiga restante e a cebola ralada, e deixe fritar. Acrescente o champignon, deixando que dourem levemente. Junte o vinho branco, até ferver e o molho ficar mais consistente. Sirva os bifes com o molho de champignon.

A receita original também pedia 1/2 xícara de suco de tomate, que deve ser colocado na panela logo antes do vinho branco. Não tinha tomate, por isso não usei.

Se, no Sítio do Picapau Amarelo, era a tia Nastácia que cuidava das panelas e fazia vários quitutes, por que o livro é da Dona Benta? Nunca entendi isso. Considerando que a primeira edição do Comer Bem é de 1940, talvez ficasse melhor dar os créditos do livro à patroa, não à empregada...

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O bife a cavalo é outra variação do bifinho, mas AQUI ele aparece de um jeito diferente.

Se você não conhece ou quer relembrar o universo do Sítio do Picapau Amarelo, do escritor Monteiro Lobato, veja AQUI.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Homus (pasta de grão-de-bico)


Quem diria que grão-de-bico poderia se transformar em uma deliciosa pasta para servir de petisco ou mesmo para o lanche? O homus é um dos pratos árabes que os brasileiros adotaram. De preparo muito simples, leva ingredientes bem comuns e, nesta versão, o molho de gergelim entra na jogada novamente por ser mais fácil de se encontrar e mais barato. O sabor não deixa nada a desejar para a receita tradicional com tahine. Separe pão árabe/sírio e azeite, muito azeite, pois é tudo que você precisará para lanchar feito árabe.

Homus
(Rende um pote de cerca de 1 litro)

2 xícaras de grão-de-bico
Suco de 3 limões
2 dentes de alho
5 colheres de sopa de molho de gergelim
Azeite
Sal (opcional)

Preparando o grão-de-bico: deixe o grão-de-bico de molho na água por pelo menos 5 horas. Isso vai permitir que você cozinhe o grão na panela comum em minutos. Se não puder ou não se lembrar de colocar de molho, cozinhe o grão-de-bico na panela de pressão, como se fosse feijão, só com um fio de azeite para evitar a espuma.
Escorra o grão-de-bico e cozinhe até ficar bem macio. Bata os grãos no processador ou no liquidificador com o suco de limão, o alho e um pouco da água do cozimento. Vá colocando mais água, até chegar à consistência desejada. Aqui, precisei bater aos poucos, com muita paciência, água e mexendo com uma espátula de vez em quando (com o liquidificador desligado, pelamor!). Retire do liquidificador, misture o molho de gergelim e azeite a gosto. Como o molho já tem sal, não coloquei mais, mas fica a gosto. Sirva com pão sírio/árabe e regado com mais azeite, que nunca é demais.

Quem tiver, pode e deve utilizar o tahine no lugar do molho de gergelim, pois o sabor fica mais marcante. O tahine é uma pasta de gergelim muito utilizada nos pratos árabes. Alguns supermercados vendem, mas nem todos, e geralmente o produto é importado, por isso o preço nem sempre é convidativo. Abaixo, deixo o link com uma receita bem simples para fazer tahine em casa.

Aproveitei a vibe  árabe do dia e preparei um quibe assado de forno. Usei a mesma receita do quibe de micro-ondas (AQUI). A diferença é que temperei a carne moída só com hortelã fresca, sal, molho de pimenta síria,  cebola e azeite. É só preparar com a receita indica e levar ao forno médio por uns 30 a 40 min.



A festa árabe fica completa com o mjadra (arroz com lentilha), tabule, kafta de carne e de frango, baba ganoush (pasta de beringela).

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A receita de homus do blog Diga Maria foi a que me serviu como base, veja AQUI.

O blog Come-se indica AQUI uma receita de tahine bem simples.

Panela de pressão? Veja dicas AQUI e AQUI.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sorvete de banana...feito só de banana!


Esse sorvete de banana foi uma descoberta daquelas que a gente lamenta não ter encontrado há mais tempo. É tão cremoso, tão delicioso, tão fácil de fazer, tão igualzinho a qualquer sorvete que quase não dá para acreditar que é feito só de banana. Isso aí! O único ingrediente que você vai precisar para fazer esse sorvete é banana. A versão que mostro leva mais ingredientes, mas é tudo "perfumaria", opcionais que dão um "plus" ao que já é gostoso. A consistência fica tão boa que dá até para fazer bolas de sorvete. A partir de agora, todo cacho de banana que entrar aqui em casa corre o sério risco de virar sorvete, e tenho dito.

O marido não acreditou quando eu falei que o sorvete só levava banana. Eu - sim, a mesma que preparou a receita - quase não acreditei que só levava banana. Sua criança quer sorvete? Criança sempre quer sorvete. Quer opção melhor do que um sorvete que só leva banana, pura fruta?


Já tinha visto essa receita por aí, mas confesso que não dei muita bola. O estalo veio quando vi a receita no Mesa de Azulejos, que teve como fonte o ótimo e clássico Chucrute com Salsicha, e quando percebi que tinha um cacho de bananas que não tinha sido tocado e estava quase partindo para o céu das bananinhas. Conseguiria aproveitar todas as bananas de uma só vez, mataria minha curiosidade e o tempo estava quente à beça. Tudo isso eram sinais. Para a cozinha, avante!

Sorvete de banana
(Rende aproximadamente 600 ml)

7 bananas
2 colheres de sopa de glucose de milho (Karo) ou mel
Suco de limão
2 colheres de sopa de uvas-passas
Saquê (ou rum, cachaça)

Afervente as uvas-passas e as deixe de molho cobertas por saquê. O ideal é deixar de um dia para o outro, mas vale também por algumas horas. Reserve. Corte as bananas em rodelas, regue com suco de limão e leve ao congelador/freezer para congelar (coloquei as rodelas em um saquinho de congelamento). Pegue as rodelas de banana congeladas e bata no processador/liquidificador com a glucose de milho. A glucose ajuda a bater e adoça. Não vai ficar extremamente doce porque o suco de limão corta um pouco. Misture as passas reservadas na massa de banana e leve ao congelador/freezer em um pote tampado até endurecer.

Atualização em 06/02/12 - Atenção: não bata a banana congelada "dura feito pedra" no processador/liquidificador, pois você pode danificar seus aparelho. A dica é ficar de olho para deixar as rodelas de banana apenas por umas 2 horas no congelador (ficarão congeladas, mas ainda macias) ou, se já estiverem muito duras, deixar as rodelas uns minutos fora do congelador antes de usar.

Para as crianças, faça sem a bebida alcoólica, claro. A partir da receita básica - a banana processada -, você pode acrescentar pedacinhos de chocolate, cereja em calda picada, biscoito Negresco picado, castanhas, ameixa...você pode servir com os acompanhamentos usuais de sorvete: farofa de biscoito ou castanha, calda. Para os adultos, sugiro uma calda de vinho do Porto que vai combinar uma maravilha (receita abaixo).

O sorvete durou quatro dias no congelador, com sabor e consistências intactas. Não durou mais porque o povo aqui de casa comeu tudo, pois ele estava bem e ficaria mais tempo guardadinho. Depois que acabou ainda ficou gente procurando o sorvete na geladeira, considerando que foi essa mesma "gente" que colocou o pote vazio na pia um dia antes.

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A receita original do Chucrute com Salsicha é ESSA. A Socorro do Mesa de Azulejos fez a versão dela (AQUI) e ainda deu umas opções ótimas para variar.

A Neide do Come-se fez o mesmo sorvete, mas caramelizando as bananas antes de congelar (AQUI). Tenho para mim que fica bom demais.

A receita da calda de vinho do Porto é ESSA.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dicas com vinagre, na cozinha e na limpeza


Acho que nunca na vida usei vinagre para temperar saladas. O vinagre branco, pelo menos, tem um sabor ácido demais para meu paladar e, além disso, o suco de limão faz essa função melhor e com mais vitaminas. No entanto, vinagre é um item que não pode faltar em casa, pois é um verdadeiro aliado em truques os mais diferentes possíveis. Confira as dicas e saiba como usar o vinagre não como ingrediente, mas como aliado na cozinha e na limpeza de casa.

Faço uma ressalva: quando não mencionado o tipo do vinagre, é porque se trata do vinagre de vinho branco. Esse tipo é o ideal para servir de coringa nos truques domésticos, pois é incolor. Há diversos tipos de vinagre, inclusive alguns mais suaves - como o vinagre de maçã - e outros gourmet - como vinagre de champanhe e aromatizados. Mas, se vinagre não faz seu paladar, é o vinagre de vinho branco que você deve manter em um cantinho para as horas de aperto.

  • Para eliminar o amargor da beringela, deixe as fatias ou os pedaços mergulhados em uma mistura de água e vinagre.
  • A carne de frango crua perde o cheiro e o sabor fortes característicos se você lavar os pedaços com vinagre. Deixe a carne molhada com vinagre descansando um pouco e depois lave em água corrente.
  • A cor da beterraba ficará bem mais viva se você colocar uma colher de vinagre na água do cozimento (se bem que não há nada melhor que cozer beterraba no vapor).
  • Uma colher de sopa de vinagre na panela evita que a carne do frango se desprenda do osso durante o cozimento.
  • Batatas chips ficarão mais sequinhas se você deixar as fatias de molho na água com vinagre antes de fritar.
  • Para evitar a formação de espuma enquanto cozinha o feijão na panela de pressão, você pode dispensar o fio de óleo e colocar vinagre de maçã no lugar (dica da leitora Luma Rosa!).
  • Batatas cozinhas bem branquinhas? Coloque uma colherinha de vinagre na água do cozimento.
  • O quiabo fica sem "baba" se você deixá-lo de molho no vinagre por uns minutos, lavar em água corrente, cortar e cozinhar. Mas eu acho isso um crime, porque o gostoso é a "baba".
  • Uma colher de vinagre na água do cozimento garante um arroz soltinho. Essa, só vendo.
  • Manchas de suor de roupas brancas podem ser eliminadas ou amenizadas se você colocar vinagre sobre a mancha e deixar agir um pouco, depois lave a peça normalmente. Atenção: teste antes em uma parte pequena e escondida da roupa, às vezes o tecido pode não se comportar bem ao vinagre.
  • O molho na água com vinagre também ajuda a eliminar cheiros das roupas.
  • Coloque vinagre na água antes de lavar roupas coloridas que soltam tinta para evitar que desbotem.
  • Vinagre é uma maravilha para retirar manchas de mofo das coisas. Antes, faça sempre um teste em uma pequena área.
  • A mistura de vinagre é água é ótima para limpar azulejos, eles ficam limpinhos e brilhantes.
  • Quer aumentar o poder desengordurante do detergente de louças? Junte um pouco de vinagre ao sabão do frasco.
  • (Atualizado) Finalize a limpeza interna da geladeira com um pano embebido em vinagre. Ele ajuda a eliminar odores e ainda dá brilho nos vidros.

    Você conhece alguma outra dica que use vinagre? Compartilhe o que você sabe com a gente e conte seus seus truques nos comentários!

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    Fontes: "Segredos de Cozinha", coleção Minicozinha (editora Melhoramentos); "Utilidades do vinagre na limpeza de sua casa" (veja AQUI); Laundry Service (veja AQUI).

    Conheça os tipos de vinagre AQUI.

    segunda-feira, 21 de novembro de 2011

    Melhores momentos: receitas doces

    Recordar é viver. Por aqui, recordar é comer de novo. Nessa seção das melhores receitas do blog, escolhi quatro receitas doces (sobremesas) para sugerir como as minhas preferidas, por vários motivos, mas principalmente por causa da equação praticidade versus sabor. Todas são simples, algumas de efeito para servir e outras perfeitas para se deliciar na hora que a vontade de doce aperta. Não foi tarefa fácil, pois adoro doces.



    1. Taça floresta negra (AQUI)
    2. Torta de pera (ao estilo apple pie) (AQUI)
    3. Brownie de caneca com sabor de brownie (AQUI)
    4. Danette (R) caseiro (AQUI)

    Você concorda com essa seleção? Quais são suas receitas doces preferidas do blog? Conta pra gente nos comentários :-)

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    sexta-feira, 18 de novembro de 2011

    Da Itália: tiramissu econômico (e sem ovo)


    Depois de fazer a festa com antepastos de beringela, lasanhas, pizzas, ragus e polentas, não pode faltar o tiramissu, clássica sobremesa italiana. Essa espécie de pavê fecha lindamente uma farta refeição tipicamente italiana - farta porque italiana. O que não impede de coroar o fim de qualquer sequência de pratos. O sabor de café e o creme de queijo são característicos do tiramissu, uma combinação que, acredite, casa muito bem em uma sobremesa cremosa, porém leve e fresca, ideal para os paladares que preferem algo menos doce. Essa versão ainda tem o diferencial de não levar ovos, como na receita tradicional, para quem não pode ou não quer consumi-los. Para manter a textura do tiramissu, tem uma dica. Quer descobrir? Vem comigo.


    A receita tradicional de tiramissu, além de levar ovo, também leva queijo mascarpone - um queijo italiano cremoso e fresco. Se você quiser/puder utilizar o mascarpone, fique altamente à vontade. Nessa receita, usa-se o cream cheese por ser mais fácil de encontrar e mais barato, além de que substitui o mascarpone sem fazer feio.

    O creme de queijo desse tiramissu foi feito de um jeito um pouco diferente do original. Para que ficasse sem ovos e para baratear a receita, fiz uma base cremosa de leite e amido de milho, e ainda acrescentei creme de leite para dar sabor e ajudar a render. Resultado: consegui utilizar apenas 1 pote de cream cheese (150 g) em uma receita para 6 pessoas, sem deixar nada a dever no sabor. Estava procurando uma receita de sobremesa especial para o final de semana? Confira.

    Tiramissu parcialmente detonado
    Tiramissu econômico (e sem ovo)
    (Serve 6 pessoas)

    1 pote de cream cheese (150 g)
    1 caixa de creme de leite
    16 biscoitos champanhe (aproximadamente)
    Chocolate em pó

    Para a base cremosa
    1 xícara de leite
    1 e 1/2 colher de sopa de amido de milho (Maizena)
    3 colheres de sopa de açúcar

    Para a calda de embeber o biscoito
    140 ml de água
    2 colheres de sopa de café solúvel
    1 colher de sopa de cachaça (conhaque, rum, licor ou outra bebida destilada)

    Antes de tudo, coloque a caixa de creme de leite no freezer ou no congelador por uns minutos, pois precisa ser utilizado bem gelado. Não pode congelar, ok?
    Faça a base cremosa: misture o leite, o amido e o açúcar em uma panelinha, depois leve ao fogo e fique mexendo até formar um mingau. Reserve (deixe esfriar antes de utilizar).
    Prepare a calda de embeber o biscoito: misture a água, o café solúvel e a cachaça, coloque em um prato ou pote raso. Reserve. (Se não tiver café solúvel, pode passar um café bem forte usando uns 150 ml de água, no coador ou na cafeteira elétrica, e depois acrescentar a cachaça).
    Creme: bata o creme de leite na batedeira por uns 10 min, para que fique bem aerado e encorpado (não ficará como chantilly, apenas um pouco mais espesso), reserve. Misture o cream cheese com a base cremosa de leite. Acrescente o creme de leite batido aos poucos, misturando delicadamente, até tudo ficar homogêneno.
    Montagem: molhe o biscoito (sem piadinhas, rs) na calda - um por vez, mergulhando e virando rapidamente - e monte uma primeira camada de biscoitos no fundo da travessa. Por cima, coloque uma camada fina do creme, o suficiente para cobrir os biscoitos. Repita as camadas e termine com uma de creme. Leve à geladeira coberto com filme plástico por umas 2 horas. Na hora de servir, polvilhe chocolate em pó por cima.

    Se tiver e/ou quiser, polvilhe o tiramissu com cacau em pó, como se manda, para um sabor ainda mais especial. Só não recomendo usar achocolatado.

    Atenção: o biscoito champanhe é bem poroso e absorve bem os líquidos, por isso é importante que a parte de mergulhá-lo na calda seja bem rápida, para o biscoito não ficar molenga. Confesso que prefiro o biscoito maisena para fazer pavês, pois ele se mantém mais firme na receita, o biscoito champanhe já fica bem macio. Para não "avacalhar" mais ainda a receita, fui no biscoito tradicional, rs. E é bem verdade que o biscoito champanhe, por absorver mais, permite que o sabor da calda de café fique bem pronunciada na receita. Mas use o que estiver a mão, sempre (e o biscoito maisena é mais barato).

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    A receita original é DAQUI. No final do texto, uma das curiosidades é que, reza a lenda, as cortesãs venezianas comiam tiramissu para ter "energia para trabalhar". Faça o que quiser com essa informação.

    quinta-feira, 17 de novembro de 2011

    Molho de gorgonzola e pera


    Pode parecer inusitado, mas a combinação de queijo gorgonzola com pera é uma das dobradinhas que dão muito certo na cozinha. Apesar de ser uma receita agridoce, o sabor delicado da pera combina e complementa o sabor forte do gorgonzola. Mesmo quem não é muito fã de misturar doce e salgado vai aprovar essa receita, porque o adocicado é extremamente sutil. Quer impressionar? Esse é um molho clássico que acompanha massas de todo tipo, com jeitão refinado, mas muito fácil de preparar e que, fora o gorgonzola, leva ingredientes muito simples.

    Gorgonzola é um queijo de sabor forte e que não precisa de muita coisa para ficar delicioso. Ele é delicioso. Ponto. E olha que sou meio chatinha para queijo - gosto mais dos queijos frescos, como o nosso maravilhoso queijo minas -, não sou superfã e não é todo pedaço de queijo mofado que eu coloco na boca. Mas esse vale muito a pena. Só não fique olhando o pedaço muito de perto.

    O molho de gorgonzola com pera da foto acompanhou um nhoque (mas pode acompanhar macarrão tipo penne, farfalle ou mesmo espaguete e talharim), mas, como não achei o nhoque "totalmente excelente", fico devendo uma receita com a famosa massa de batata e mostro como fazer o molho, esse sim, aprovadíssimo!

    Molho de gorgonzola e pera
    (Serve 4 pessoas)

    2 peras médias em fatias
    1 colher de sopa de azeite
    1 dente de alho picado
    1 colher de sopa de cebola picada
    1 pitada de manjericão seco
    50 ml de vinho branco
    1 e 1/2 xícara de queijo gorgonzola esfarelado (uns 150 g)
    1/2 xícara de leite
    1 colher de sopa rasa de farinha de trigo

    Descasque as peras, corte no sentido longitudinal, retire o miolo e corte em fatias compridas, no mesmo sentido. Salpique um pouco de suco de limão nas fatias de pera para que não escureçam e reserve. Em uma panela, doure a cebola e o alho no azeite. Junte o manjericão e deixe apurar um pouco. Coloque o queijo gorgonzola e, quando este derreter, junte o vinho branco e deixe ferver um pouco, para o álcool da bebida evaporar. Misture a farinha de trigo no leite e coloque essa mistura na panela. Deixe engrossar um pouco. Acrescente as fatias de pera e mexa delicadamente, deixando por uns 5 min, pois as peras não podem ficar muito cozidas para não esfarelar.

    Deixei o creme de leite de lado e encorpei o molho com a farinha de trigo dissolvida no leite. Se quiser, pode acrescentar 1 caixa de creme de leite no molho, após desligar o fogo. O molho vai render mais e ficar um pouco mais líquido. Triture as cascas das peras no processador ou no liquidificador (ou mesmo corte-as em pequenos pedaços) para fazer uma geleia como essa AQUI.

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    Hoje tem receita exclusiva no Facebook! Corre lá para conferir a receita de um bolo de lima-da-pérsia, fácil e de sabor delicado para um belo lanche da tarde. Aproveite para curtir nossa fanpage no Facebook, ficar a par do conteúdo do blog e acompanhar o que só rola por lá (clique AQUI e veja no mural ou no álbum de fotos).

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    A receita do molho de gorgonzola com pera veio (mais ou menos, como sempre) DAQUI.

    Conheça todos os tipos de massa do mundo (ou quase) AQUI.

    Depois de conhecer as massas, sabe combiná-las com o molho mais adequado? Veja dicas AQUI (lembrando que isso é muito relativo. Faça a massa que gosta com o molho que gosta. E ponto).

    Não custa lembrar: segundo o novo acordo ortográfico, "pera" agora é grafado assim, sem acento. Esquisito, não?

    segunda-feira, 14 de novembro de 2011

    Bicho padeiro: massa básica para pão caseiro


    Essa receita de massa para pão caseiro é para anotar e guardar do lado esquerdo do peito (ou na porta da geladeira): fora o fermento biológico fresco para pão, que é mais específico, os ingredientes são muito simples, o preparo também não requer grandes habilidades e a massa serve tanto para pães salgados quanto para pães doces. Você terá um pão leve, fofo e macio, pois tem uns "pulos do gato". Depois de passar a receita, indico sugestões de variação. Ir à padaria? Hoje não.

    Vontade de comer pão e preguiça de sair para comprar no supermercado/padaria. Na lógica maluca dessa que vos escreve, a melhor solução era ir para a cozinha preparar um pãozinho. À primeira vista, pode parecer que acabei tendo mais trabalho, mas essa receita de pão caseiro é tão prática que o trabalho foi muito pouco e acho que saí lucrando. O clima quente do dia ainda fez o favor de diminuir a espera para crescimento da massa. O resultado foi um pão caseiro quentinho, do tipo "sovado", "suíço", que fica bem macio e com casca fina. A mesma massa pode ser modelada para fazer pão de hot dog e pão de hambúrguer, além de pães recheados. É, acho que saí no lucro.

    sexta-feira, 11 de novembro de 2011

    Bolo diferente ou cuca de chocolate com banana


    Kuchen é o nome em alemão para bolo. Aqui no Brasil, a cuca - muito comum na região Sul, de forte colonização alemã - passou a ser a designação de uma receita de bolo que leva uma farofinha por cima. No entanto, também conheço como cuca o bolo que é preparado em duas etapas: sólidos e líquidos, que só se encontram na forma. Etimologia à parte, essa cuca de chocolate com banana tem todas as qualidades de que um bolo precisa: é úmida, macia, saborosa, cheirosa, e ainda fica com a casquinha crocante. Quentinha é um espetáculo. Gelada, dizem, é de gritar danke.

    Estava atrás de uma receita de bolo diferente. Como boa "googlemaníaca", coloquei justamente esses termos na pesquisa para ver o que viria (medo). E entre muitas outras receitas que não tinham nada de tão diferente assim, cheguei à essa de "bolo diferente de chocolate com banana", na qual a autora fazia várias recomendações de não se assustar com o aspecto do preparo, porque era esquisito mesmo, com a maior cara de não dar certo, mas ficava muito bom.

    Faço minhas as palavras da moça. Não se assuste, pois realmente é um "bolo diferente" e que parece que não vai dar certo. Mas dá, e muito. E vale demais a pena prepará-lo, pois fica uma DELÍCIA, com tudo maiúsculo, e é superfácil de preparar. Talvez esteja aí a desconfiança na coisa toda, rs. Faça, e com plateia assistindo, pois vai ser lindo ver aquela maçaroca se transformar em um bolo úmido, saboroso e perfumado.



    Como não tenho costume de tomar achocolatado, mas às vezes me dá a louca e gosto de ter Ovomaltine sempre à mão (o único de que gosto), uso bastante esse ingrediente para o chocolate das receitas. Ovomaltine tem um sabor muito característico e, na minha opinião, fica delicioso.

    Bolo diferente ou cuca de chocolate com banana
    (Rende uma forma redonda de 22-23 cm)

    Farofa:
    1 xícara de farinha de trigo
    1/2 xícara de açúcar mascavo (ou açúcar refinado)
    1 xícara de Ovomaltine (ou chocolate em pó, ou achocolatado)
    1/2 colher de sopa de fermento em pó para bolo
    2 colheres de sopa de manteiga
    Líquidos:
    2 ovos
    1 xícara de leite
    1/2 xícara de açúcar refinado
    1 colher de café rasa de café solúvel
    Bananas

    Farofa: em um recipiente, misture a farinha, o açúcar, o Ovomaltine e o fermento. Acrescente a manteiga e misture com um colher ou com as mãos, até formar uma farofinha.
    Líquidos: em um segundo recipiente, coloque os ovos, o leite, o açúcar e o café, misturando bem com um garfo.
    Montagem: em uma forma untada e enfarinhada, coloque metade da farofa, espalhando e alisando a superfície com as costas de uma colher. Coloque por cima fatias de banana. Em cima, ponha o resto da farofa, nivelando com uma colher. Despeje a mistura de líquidos por cima da farofa, bem devagar, espalhando bem. Não se assuste com a "sopa". Não bata a forma, não faça nada, a massa vai absorver o líquido sozinha. Leve ao forno pré-aquecido em temperatura média-baixa por 30 a 40 minutos.

    O café solúvel é opcional, mas dá um toque de sabor precioso ao bolo. Preciso fazer uma confissão: eu tinha apenas uma banana em casa. Uma. Cantando para subir ao céu das frutas. Se uma banana já fez essa festa toda, imagina uma camada completa de fatias de banana, saindo cremosa, cheirosa e quentinha do forno, no meio de um bolo de chocolate molhadinho? Não imagine, já para a cozinha!

    Atualização: esqueci uma coisa, dizer que polvilhei canela em pó em cima do bolo depois de assado. Banana pede canela, não tem jeito, não consigo.

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    A receita original de bolo diferente de chocolate e banana é ESSA.
    Danke = obrigado em alemão.
    Para saber mais sobre o Kuchen, veja ESSE verbete no Wikipedia.

    quarta-feira, 9 de novembro de 2011

    Caldinho de feijão amigo


    Direto dos botecos e botequins, o caldinho de feijão - ou feijão amigo - aquece o corpo e o coração. E faz a festa em uma reunião informal com os amigos, servido em canequinhas que dispensam colher e cerimônia. Fazer em casa é muito simples e ter sempre à mão para quando bater a vontade - ou quando os convidados chegarem - é mais prático ainda. Se você estiver pensando em fazer uma festinha regada a comidinhas de boteco, o caldinho de feijão não pode faltar!

    Carioca adora um barzinho. Não me faço de rogada, mas, como raramente bebo, confesso que vou atrás mesmo dos "comes". E tem coisa mais gostosa do que essas comidinhas de boteco? Batata frita, bolinho de bacalhau, bolinha de queijo, linguiça calabresa, pastel (tudo frito!). Quem me conhece sabe que quase sempre começo os trabalhos com um caldinho de feijão - ou feijão amigo, dependendo do lugar. Acho simplesmente deliciosa a combinação desse caldo de feijão bem temperado, quentinho, com acompanhamentos como alho frito, salsinha, pedaços de bacon...se você também não resistiria, veja como é fácil fazer o mesmo caldinho em casa. Eu não resisto. Nunca.

    Caldinho de feijão amigo

    2 xícaras de caldo de feijão*
    2 e 1/2 xícaras de feijão cozido com o caldo*
    2 colheres de sopa de cebola picada
    1 colher de sopa de alho picado
    1 colher de sopa de azeite (ou manteiga)
    1 colher de sopa de coentro picado (ou salsinha)
    1/2 tomate picado
    2 folhas de louro
    Sal a gosto

    Refogue o alho e a cebola no azeite, junte o caldo e o feijão, deixando apurar um pouco. Use o mixer direto na panela (fora do fogo) para triturar os grãos de feijão, ou leve a mistura ao liquidificador e volte para a panela. Retorne ao fogo, coloque o coentro, o tomate (esse é opcional, usei porque tinha um pedaço dando sopa) e o louro. Acerte o sal (como o feijão já estava temperado, cuidado). Deixe apurar e engrossar um pouco. Retire as folhas de louro e sirva. 

    *Revelo meu pulo do gato: sempre que cozinho feijão para o dia a dia, coloco bastante água na panela de pressão (o limite é nunca encher mais que 2/3 da panela). Depois de cozido e temperado, separo boa parte do caldo para congelar, o que depois pode virar o caldinho e sopas. O feijão também vai para o freezer, para ser usado aos poucos sem desperdícios.

    Se quiser, acrescente ao final da receita 1 xícara de macarrão para sopa (massa curta, usei a "ave maria") e deixe a massa cozinhar para fazer a clássica sopa de feijão com macarrão (adoro!).


    Já ouvi dizer que o feijão amigo é diferente do caldinho de feijão, pois o primeiro levaria também os grãos batidos e seria mais grosso, enquanto o segundo seria só mesmo o caldo do cozimento do feijão. Já vi em muitos lugares o suposto "feijão amigo" sendo chamado de caldo de feijão, até porque só o caldo fica muito ralo. A vantagem (sempre!) de se fazer em casa é ter o resultado a seu gosto: prefiro o caldinho nem muito grosso, nem muito ralo, então controlo a porção de grãos que vai entrar :-)

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    O melhor caldinho de feijão que já tomei foi em Teresópolis (RJ), no restaurante Tempêro com Arte. A pizza de lá também é um espetáculo. (Essa é apenas uma indicação de um lugar que fui e gostei, sem patrocínios).

    segunda-feira, 7 de novembro de 2011

    Prato feito (PF)

    Não há comida mais brasileira do que feijão com arroz. E a dupla é a base de um dos clássicos da baixa gastronomia de Norte a Sul desse país: o prato feito ou, carinhosamente, o PF. Com algumas variações dependendo da região, no geral, o PF leva arroz, feijão, um tipo de carne e acompanhamentos, que podem ser farofas várias, salada (entenda-se alface e tomate, no máximo com cebola), batata frita. Essa versão comercial da comida caseira tem seus segredos. Confira as dicas para fazer seu prato (bem) feito em casa.

    Arroz
    É importante que o grão utilizado seja de qualidade, diferentes marcas de arroz têm diferentes comportamentos de cozimento, em função também da quantidade de amido presente. A regra geral é usar 2 xícaras de água para cada xícara de arroz. Receita básica: coloque a quantidade de água adequada para ferver em uma panela tipo leiteira (facilita) ou em uma panela pequena comum. Enquanto isso, coloque a quantidade desejada de arroz em um escorredor e lave sob água corrente, até a água da lavagem sair transparente. Deixe o arroz secando no escorredor. Em outra panela, refogue alho e cebola (ou só alho, ou só cebola) com um pouco de manteiga, óleo ou azeite, até dourar levemente. Jogue o arroz escorrido e deixe refogar um pouco também. Acrescente a água fervente reservada e misture. Essa é a hora de colocar o sal (vá colocando e experimentando, aos poucos). Não mexa mais e deixe a água ir evaporando. Se você notar que a água está quase sumindo e o arroz ainda está muito duro (prove alguns grãos), acrescente mais água, por isso é bom sempre deixar um pouco mais de água fervendo. O ponto certo é que a água seque e o arroz ainda esteja al dente, ainda firme, pois neste momento você vai apagar o fogo e tampar bem a panela por uns 5 min, para o arroz terminar de cozinhar.

    Feijão caseiro
    Feijão
    A receita do feijão caseiro já apareceu no blog AQUI. Faço algumas ressalvas: descobri recentemente que o óleo usado antes de o feijão ir para a pressão é para evitar a formação de espuma e, em consequência, que a válvula da panela entupa ou faça sujeira. Não estou mais usando temperos prontos no feijão, por causa da quantidade de gordura e sal que possuem. Vá só no sal a seu gosto e nos temperos caseiros (alho, cebola, louro) que dá muito certo. Não costumo fazer, mas refogar o alho e a cebola em panelinha à parte antes de colocar na panela do feijão dá sabor especial.
    Bife
    Para fazer um bife suculento, o ideal é não salgar a carne antes, deixe para acrescentar o sal depois de frito/grelhado (vale para carne bovina ou de frango). O bife precisa ter uma boa altura, para não ficar esturricado (vai de gosto, né? Tem gente que gosta de bife bem fininho). Tempere a carne a seu gosto, reservando o sal para depois, e leve para a frigideira ou grill. Evite espetar a carne para poder virar, isso faz o bife perder suco. Use uma espátula ou pinça.

    Batata "frita" assada
    Batata frita
    A sugestão é fazer batata "frita" assada. A batata palito vai ao forno - evitando o consumo de frituras, é mais saudável -, fica com um sabor incrível e ninguém diz que não foi frita. Veja a receita AQUI.

    Farofa de copioba
    Farofa
    Como a farofinha não pode faltar, fica AQUI a dica da farofa feita com farinha de copioba e uma dica de reaproveitamento que você pode usar com qualquer tipo de farinha. Para uma farofa rápida, vale também "temperar" a farofa pronta de saquinho com linguiça e/ou bacon fritos, salsinha, cenoura ralada...

    Salada
    A básica do PF é a feita com folhas de alface e rodelas de tomate, que podem vir acompanhados de rodelas de cebola crua, cenoura ou beterraba raladas. Lave bem os vegetais e deixe-os de molho em uma solução de água com hipoclorito de sódio (1 colher de sopa para cada litro de água - ou compre produtos próprios para limpar vegetais). Se você quiser opções diferentes de salada, confira a seleção de receitas do blog AQUI.

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    Fonte: cartilha Cuidados com água para consumo humano do Ministério da Saúde.

    O Mais Você exibiu uns workshops de culinária básica bem interessantes, que você pode conferir AQUI.

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Bolo de ameixa (tipo plum cake)


    Sabe aqueles bolos prontos que vendem no supermercado? Nunca na história desse país eu tinha conseguido um bolo caseiro que ficasse com a mesma textura. E esse bolo de ameixa é assim: úmido e macio sem ser extremamente fofo, e facílimo de fazer. Ótimo para acompanhar um cafezinho, que acaba ressaltando o sabor amanteigado da belezura. É um bolo elegante, para marcar presença em um chá da tarde.

    Conheci esse bolo que veio do Sul, mas, elegante que é, não dançou o tchan nem o tchu tchu. Foi a Carla do delicioso Cucina Artusiana a guria responsável por resolver meu problema ameixístico: queira porque queria um bolo de ameixa, e a receita de plum cake que encontrei por lá me pareceu perfeita, bastando substituir as passas por ameixa seca em pedaços.

    Sucesso total. Certamente é uma receita que vou guardar para testar não só com ameixa, mas em outras combinações. Fiz 1/2 receita, para render um bolo pequeno. A Carla menciona que usou farinha de trigo com fermento por engano, pois a receita não pede. Como o negócio deu certo, resolvi acrescentar um pouco de fermento por minha conta, e acho que fez a diferença.


    Bolo de ameixa (tipo plum cake)
    (Rende uma forma de bolo inglês)

    125 g de manteiga
    2/3 de xícara de açúcar
    2 colheres de sopa de açúcar mascavo (pode ser açúcar comum)
    3 ovos pequenos (ou 2 grandes)
    1 e 1/4 de xícara de farinha peneirada
    1 colher de sopa de cachaça (ou outra bebida destilada)
    1/2 xícara de ameixa seca picada e enfarinhada*
    1/2 colher de sopa de fermento

    Pré-aqueça o forno a 180º C. Bata a manteiga e os dois tipos de açúcar até formar um creme. Bati tudo à mão mesmo, mas você pode usar a batedeira. Acrescente os ovos e bata novamente. Junte a farinha de tripo aos poucos, misturando. Coloque a cachaça, a ameixa e o fermento, mexendo apenas o suficiente para misturar. A massa fica bem "pesada" mesmo, não se assuste. Coloque em uma forma de bolo inglês (ou outra de tamanho equivalente) untada e enfarinhada, e leve ao forno médio-baixo por 35 a 40 min.

    *Antes de usar, coloque 1 colher de sopa de farinha de trigo sobre as ameixas picadas e misture. Esse recurso pode ser usado em qualquer "recheio" de bolo para que ele fique bem espalhado na massa (e não concentrado no fundo).

    Por ter uma textura consistente - ou pelo simples fato de ser bolo e ser delícia -, acho que uma bola de sorvete ou caldinhas de frutas acompanham muito bem.

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    A receita original do Cucina Artusiana é ESTA. Aproveitem para passear pelo blog, que tem muita coisa boa.

    Para manter o nível editorial deste modesto blog, vou apenas dizer que o tchan citado no texto é uma singela referência à primeira frase da música Dança do Bumbum. Não me orgulho de algumas das minhas referências musicais e quem quiser conhecer a preciosidade que procure no YouTube. Eu me recuso a ouvir essa música de novo, rs.

    quarta-feira, 2 de novembro de 2011

    Faça gelo com bossa (de limão, de hortelã...)


    Em clima de feriado, a postagem de hoje é uma dica simples e rápida para você dar uma "bossa" nas bebidas de sua casa ou mesmo aromatizar a água (estupidamente gelada!) nos dias de calor.

    Corte lasquinhas da casca do limão - evitando ao máximo pegar muito da parte branca, vá de leve para cortar bem na superfície - e arrume-as dentro de uma forma de gelo. Acrescente água e leve para congelar. O resultado são pedrinhas de gelo levemente saborizadas que você pode usar para dar um "tchan" em bebidas alcoólicas ou não. Vai no copo de coca-cola, na caipirinha, na sangria, na água com gás, no suco, no chá mate gelado ou mesmo para aromatizar a água antes de oferecer aos convidados ou a você mesma/o. É um charme que não dá trabalho nenhum.

    A casquinha de limão pode ser substituída por casquinha de laranja, folhas de hortelã, fatias de limão ou da própria laranja, flores comestíveis (nesse caso, é só para dar um visual mesmo)...

    E seguimos esperando o verão!

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    Usar essa dica com formas de gelo diferentes é charme extra. Confira algumas AQUI e AQUI.

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