verificador pinterest Casa, Coisas e Sabores: Junho 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Festa junina: Creme de sagu com geleia de gengibre


Hoje é dia de São João Pedro (São João é no dia 24!), o que, em teoria, encerra os festejos juninos. Em teoria, pois ainda estou à caça de festas juninas por aí e continuarei assim até agosto.

Como a festa só acaba quando termina, deixo mais uma receitinha com cara de quadrilha - o sagu com leite remete à canjica (mungunzá), cuscuz branco e ao próprio sagu de leite, enquanto o gengibre remete ao quentão e garante o picante que aquece nessas noites frias de junho. Mas claro que pode ser preparada em qualquer momento do ano, pois gosto é coisa atemporal, né não?

Essa sobremesa ainda ajudou a despachar parte do saco de sagu que tenho aqui em casa. Parte, pois ainda tem, e muito. Haja sachê.

Creme de sagu com geleia de gengibre

Creme
250 ml de leite
3 colheres de sopa de açúcar light (ou 6 colheres de sopa de açúcar comum)
3 colheres de sopa de coco ralado
3 colheres de sopa de leite de coco
2 cravos-da-índia
3/4 de xícara de sagu

Leve ao fogo os 5 primeiros ingredientes, até começar ferver. Abaixe o fogo e acrescente o sagu. De início, o sagu ficará boiando no líquido, mas logo ele começa a hidratar. Quando o creme começar a encorpar, é preciso mexer continuamente. Acrescentei cerca de 1 xícara de água ao longo do processo, para continuar mexendo quando o creme ficava grosso demais, pois as bolinhas de sagu precisam cozinhar até ficarem quase transparentes. Deixei minhas bolinhas mais para firmes, mas é só controlar, quanto mais perto de ficarem totalmente transparentes, mais macias. A consistência final deve ser um creme bem grosso.

Geleia
4 colheres de sopa de gengibre processado (sem casca)
3/4 de xícara de açúcar
3/4 de xícara de água fervente
suco e raspas de 1 limão

Derreta o açúcar, com cuidado para não deixar queimar, e depois acrescente a água fervente. Deixe quieto até a mistura ficar homogênea, no fogo baixo. Junte o gengibre, o suco e as raspas de limão, mexendo até chegar ao ponto de geleia. Atenção que a geleia endurece um pouco depois que esfria, a minha ficou dura e tive que corrigir no fogo depois. A receita original dizia para ralar o gengibre, mas acabei colocando os pedaços no processador por minha conta e risco (preguicinha de ralar).

O creme rendeu quatro tacinhas, é só servir o creme com uma colherada da geleia, pode comer quente ou frio. Garanto que fica bom dos dois jeitos (claro que comi do quente antes de colocar na geladeira).

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A receita original da geleia de gengibre, do blog Chocolatria, está AQUI.

A inspiração dessa receita veio do blog Panelaterapia, com seu creme de tapioca e geleia. Confira essa receita AQUI.

Sou apaixonada por sagu de vinho, se alguém tiver uma receita bem boa e infalível para me passar, agradeço demais. Os meus sempre saem meio assim, assim.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Como conservar ervas frescas

Frescas, mas frescas mesmo, só assim, plantadas na terra e sempre à mão quando se quer um temperinho ou algo para finalizar um prato.

Sempre tive dúvidas em como conservar ervas frescas, pois faço compras semanais e, quando trazia cheiro verde, manjericão, coentro ou algo do tipo, ficava diante de duas escolhas: salpicar coentro em tudo e mais um pouco que visse pela frente, em até 3 dias, ou ver boa parte das folhinhas irem murchas e tristes para o lixo. Que dó!

Encontrei um passo a passo para manter ervas frescas por mais tempo e, pasmem, duas semanas depois o coentro "cobaia" ainda está bom.

A "técnica" consiste em cortar a ponta inferior de cada talo da erva em cerca de 1 cm, na diagonal (como se faz com rosas, por exemplo). Arrume todos os galhos em um recipiente com um pouco de água, cobrindo a erva e o pote com um saco plástico, que ficará aberto na parte de baixo. Mantenha o "experimento" montado dessa forma na geladeira. As fotos do ANTES são no momento em que preparei o coentro para ir à geladeira, já as do DEPOIS foram tiradas após 1 semana na geladeira.

ANTES


DEPOIS


Troque a água do recipiente de tempos em tempos (fiz 2 vezes por semana) e use suas ervas com mais calma.

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Esse alecrim da foto é meu filhote. Filho único :-)

A técnica foi pescada AQUI, no site Instructables. Testada e aprovada!

Outras formas de conservar as ervas são por congelamento ou desidratação, mas que alteram a textura original do alimento. Não deixam de ser ótimas opções.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Arroz cremoso de beterraba

Esse arroz é mais um da série "jantares rápidos", uma categoria de receitas que geralmente envolve pouco tempo disponível para preparar ou pouca paciência para qualquer coisa demorada, e impreterivelmente a necessidade de reaproveitar sobras que esperam na geladeira o dia de terem um destino melhor que o lixo.

Na minha geladeira tinha arroz integral, mas na sua pode ter o agulhinha ou o parboilizado. O filé de frango era insuficiente para dois jantarem. O creme de ricota estava aberto há certo tempo, por isso entrou na dança, mas o creme de leite pode ser utilizado no lugar daquele sem problemas. A beterraba, bem, também estava sobrando, mas o colorido do legume é um dos destaques da receita e não podia faltar. E até o espumante era sobra, cheia de glamour, mas sobra.

Arroz cremoso de beterraba

1 filé de frango em cubos pequenos
1 colher de sopa de azeite
3 xícaras de arroz integral cozido
2 xícaras de água
1/3 de xícara de espumante
1 pitada de noz moscada
1/2 copo de champignon (embalagem de 100g)
3 colheres de sopa de creme de ricota
2 colheres de sopa de beterraba cozida ralada

Doure os cubos de frango no azeite - o frango já estava temperado com sal, pimenta do reino e molho inglês. Junte o arroz e o espumante, refogue um pouco e acrescente a água. Como o arroz integral é mais duro, esse cozimento adicional ajuda a deixá-lo mais macio, com outro tipo de arroz, 1 xícara basta. Acrescente a noz moscada e deixe o caldo reduzir bastante. Neste ponto, junte os champignons e o creme de ricota, misturando bem. Acrescente a beterraba, misture e desligue o fogo. Corrija o sal, se necessário. Você pode finalizar o prato com um naco de manteiga ou um fio de azeite, ou ainda queijo ralado.

Serve duas pessoas e acompanha um vinho branco lindamente. Se sobrar vinho, guarde, quem sabe o que sairá das panelas com uma sobra luxuosa dessas.

Atualização - Depois de levar uma chamada, destaco que o passo a passo foi executado com maestria pelo marido, enquanto eu indicava os ingredientes, pois eu estava pilotando outra panela :-)

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Arroz é coisa que sempre anda sobrando. Com um naco de camembert e tomate seco, veja AQUI como fazer um risoto com licença poética.

Mais uma em defesa de fazer o que quiser com o arroz nosso de cada dia. A Juliana, do blog Pitadinha, ensina como fazer um risoto democrático AQUI.

Veja AQUI um benefício muito interessante do arroz integral.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Molho barbecue

Tem alguém pensando em fazer aquela costela daquele famoso restaurante australiano para aproveitar o feriado nos braços de Baco (que também é o deus dos excessos)? Seja feliz, vou ficar só aqui de longe, olhando, porque costela é comida - deliciosa - para de 6 em 6 meses. Mas contribuo com uma receita de molho barbecue muito simples, rápida e gostosa, tão gostosa que me arrependo de ter passado tanto tempo comprando molho pronto no supermercado.

Você pode fazer o molho em quantidade maior e deixar na geladeira para ir usando aos poucos, pois conserva bem. Talvez dê para congelar (neste caso, eu tiraria os pedaços de alho da receita pronta), mas confesso que não tentei. Não sobrou molho para tentar.

Costelinha à parte, esse molho barbecue pode dar um "colorido" em bifes e filés de frango feitos no grill, ou qualquer outra carne e frango que vá ao forno. Use sem moderação.

Molho barbecue

3 colheres de sopa rasas de açúcar mascavo
2 dentes de alho amassados
5 colheres de sopa de mostarda amarela
5 colheres de sopa de molho inglês
1 xícara de polpa de tomate (pronta)

Derreta o açúcar mascavo em um panela e acrescente o alho, mexendo sempre. O açúcar forma uma pasta, não se preocupe que depois dissolve. Junte o molho inglês, a mostarda e a polpa de tomate, mexendo até a mistura ficar homogênea. Acabou. Fácil, não?

Coloquei despretensiosamente em umas coxas de frango que iriam ao forno. Juntei batata para aproveitar a viagem e o banho de molho barbecue. Foi bom que pude tirar a pele do frango sem deixar a carne ressecada, pois de tempos em tempos banhava as coxas com o molho.


O sabor não tem comparação com o molho barbecue industrializado, é muito melhor. O açúcar, o molho inglês e a mostarda são praticamente a gosto. Se gostar do molho mais doce, mais açúcar, se preferir mais avinagrado, aumente o molho inglês. Ajuste a receita a seu paladar.

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A receita original é essa AQUI. A costelinha é brinde.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Festa junina: Bolo mole de abóbora


Ainda em ritmo de festa junina - que por aqui pode ser julhina ou agostina, sem problemas e eu não me canso - e ainda insistindo nos bolos, que a fase continua, deixo outra contribuição para adoçar seu arraiá de um jeito diferente.

Era uma ideia na cabeça e nenhuma receita na mão. Usei como base receita de bolo de liquidificador e o bolo de cenoura da Lena, e saiu um bolinho cheiroso e com sabor de abóbora, que me deixou satisfeita, e ainda é perfeito para acompanhar um golinho de café. Ou de chá, suco...

A consistência do bolo é mais para mole, fica parecido com o pudim de padaria do Rio de Janeiro, ou o bolo mole do Nordeste do Brasil. O cravo-da-índia repete a combinação campeã do nosso amado doce de abóbora, mas o toque de noz moscada deixa o bolo com sabor e aroma de bolo de especiarias, mas tudo muito suave. Se tivesse sementes de erva-doce, com certeza teriam entrado no embalo, pois adoro essa mistura de temperos que deixa os doces tão perfumados. Fora isso, colocar coisas no liquidificador - inclusive a abóbora crua - é coisa prática e a gente gosta.

Bolo mole de abóbora

1/4 xícara de óleo (usei de milho)
2 ovos pequenos
1/2 xícara de leite
2 e 1/2 xícaras de abóbora crua cortada em cubos e sem casca
1 xícara de açúcar
1/4 de colher de chá de sal
1/2 colher de chá de baunilha
4 cravos-da-índia
1 e 1/4 xícara de farinha de trigo peneirada
1/2 colher de sopa de fermento
1 pitada de noz moscada

Bata no liquidificador a abóbora, o óleo, os ovos, o leite, o açúcar, o sal, a baunilha e os cravos-da-índia - nessa ordem, que facilita para bater no aparelho colocar líquidos primeiro -, até fazer um creme homogêneo. Misture o creme em uma tigela com a farinha de trigo misturada com o fermento e a pitada de noz moscada, aos poucos. Já vi muita gente dizer que não se bate muito o bolo nessa hora, só o suficiente para ficar homogêneo, estou seguindo. Coloquei em forma de bolo inglês, mas pode ser uma forma de furo, untada e enfarinhada. Leve a forno a 180 graus Celsius, pré-aquecido, por cerca de 40 min. Faça o teste do palito.

Essa receita é para um bolo pequeno, para bolos de tamanho normal (de mais ou menos 25 cm de diâmetro), dobre a receita. Vale também colocar em assadeira retangular para cortar em quadradinhos depois. E aceita bem uma cobertura de chocolate.

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Deixo uma opção de bolo de abóbora de consistência fofa, achei ESSA receita. Mas não testei, inclusive se alguém fizer e voltar para me contar, vou adorar.

Como "nem" gosto de comida de festa junina, AQUI tem uma seleção de receitas tradicionais e releituras de alguns clássicos da quadrilha.

Lembrando que o teste do palito é assim: nunca antes de 20 min de forno, espete o bolo com um palito e veja se ele sai limpo, indicando que está assado.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fondue de chocolate invertido

A ideia era ter um fondue doce mais "amigo da dieta", porém a gordice que toma conta quando se está pensando sobre doces falou mais alto e o resultado não ficou tão light assim. Mas pode ser. Mas não foi.

Deixo uma ideia diferente e que pode ser usada mesmo sem ter a panela própria para fondue. O fondue de chocolate invertido deixa o chocolate fora da panela para ser mergulhado na fruta. Um pote de geleia pronta - pode ser comum, diet ou light - misturado com um pouco de água, só para ficar uma consistência mais mole, é o molho onde o chocolate será mergulhado com espetinho e tudo.

Como queria um chocolate com mais cacau, acabei optando pela barra, o que não é ideal para usar nos garfinhos de fondue. Recomendo usar trufas ou bombons, mais macios para espetar. O chocolate também pode ser mesclado com pedaços de fruta, biscoitos waffer, pedaços de bolo (se o bolo estiver mais durinho, é melhor). Em vez da geleia, pode-se optar por um coulis de fruta.

A geleia ou coulis de fruta podem ser aquecidos ou não, com isso, ter a panela de fondue não é fundamental. Uma travessa alta ou bowl e espetinhos já garantem o espírito da coisa.

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Veja uma receita de coulis de morango AQUI.

Na categoria "vamos fugir do tradicional", olha esse fondue de sorvete AQUI.

Segundo o dicionário Houaiss, são aceitas tanto a forma "A fondue" quanto a forma "O fondue". Veja uma explicação AQUI.

domingo, 19 de junho de 2011

Dica para pequenos espaços

Quem tem uma área de serviço ampla, com varal para esticar lençóis ou enfileirar peças e peças de roupas, pode passar batido por essa postagem e experimentar, por exemplo, um delicioso bolo de cenoura (AQUI). Se o seu caso é de quintal, com cordas para pendurar roupas passando para lá e para cá, avental com bolso para pregador e cesto para levar a roupa molhada, inveja (branca) mais ainda de você.

Agora, se sua área de serviço é pequena e funciona em esquema de rodízio nos varais "compactos" que você comprou - de chão, de teto, de parede, de janela -, chega mais que tenho uma dica.

Com cabides comuns para roupas, e um bastão de apoio, você consegue pendurar mais camisetas e camisas em um espaço mínimo. Esse bastão é retrátil, você o apoia entre duas paredes, tem em vários tamanhos e pode ser encontrado em casas de artigos para o lar ou hipermercados. Para usar o cabide no varal, um pregador antes e outro depois fazem com que o cabide fique no lugar.

De quebra, as roupas que secam no cabide não deformam e ficam menos amassadas, o que é bom para peças de linha e lã, e bom para ter menos trabalho na hora de passar. Não custa lembrar, chacoalhar a peça que sai da máquina antes de colocá-la para secar ajuda para que ela seque menos amassada.

Se a/o dona/o do quintal quiser evitar passar algumas peças, é só colocar as roupas ainda encharcadas para secar, sem torcer.

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Há um cabide próprio para secar roupas, o Quará. Ganhou prêmio de design e tudo, às vezes está à venda pela Avon.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Blogagem coletiva: juventude

A quarta fase da Blogagem Coletiva Fases da Vida sugeriu a juventude como tema. Lembrando a fase anterior – sobre a adolescência –, fiquei pensando no que muda de lá para cá, já que me considero uma “jovem adulta”, rs.

Muda muita coisa na vida, isso é bem claro, mudam as responsabilidades, o emprego, muda de casa, muda de país, muda seu olhar diante da vida. Se na adolescência estamos descobrindo as coisas, na juventude, consolidamos algumas escolhas e preferências. Consolidar pode parecer uma palavra forte, mas o processo a que me refiro não é nada estanque. Essa consolidação é transformação, aprendizado, um somar de coisas que leva ao desenvolvimento.

E um dos "consolidares" de minha juventude é a culinária. Desde as primeiras aventuras - pouquíssimas vezes bem sucedidas -, passando pela coleção de receitas em forma de livros, revistas e um acervo digital que fica cada vez mais gigante, posso dizer que conheço o assunto um pouco mais hoje do que ontem. E menos do que amanhã.

Minhas mãos de cozinheira solam menos bolos, sovam mais pães - coisa que morria de medo de fazer -, e seguem cada vez menos as receitas, coisa que a segurança maior (ou insegurança menor) de já ter feito várias coisas, várias vezes, me permite fazer. Arriscar mais. OK, nem sempre dá certo, mas fica o aprendizado e a vida na cozinha segue.

Não pensem que sou "a" cozinheira! Sou amadora, no melhor sentido de quem ama o que está fazendo e adora fazer para os que ama.

A foto mostra uma pequena parte do meu "bauzinho" de receitas, as revistinhas que ficam mais à mão.

Baú - Vanessa da Mata

Sabe de uma coisa Seu,
Vou lhe jogar no meu baú,
Vivo e mágico,
Com as coisas boas que tem lá,

Os meus desenhos herméticos
As palavras de Dalai Lama
Quem sabe você adora
Quem sabe se transformará

Meu bauzinho de memória
Os meus livrinhos de receita
Quem sabe se sensibiliza
Quem sabe se transformará

[...]

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Para conferir as outras participações da BCFV, veja o blog Publicar para Partilhar.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Bolo de cenoura - versão bolinhos de cenoura






Essa receita de bolo de cenoura me foi passada (por Diga Maria) como uma receita infalível para esse clássico da culinária brasileira. Sim, essa variação de bolo de cenoura - com a necessária cobertura de chocolate - é brasileiríssima.

O passo a passo é da Helena Gasparetto, que generosamente compartilha delícias como essa no blog dela. Essa receita de bolo de cenoura está muito bem explicada, é simples e, como a fama é bastante positiva, resolvi experimentar - deixando a cenoura ralada de lado, pois é assim que costumo usar a cenoura no bolo.

E não à toa essa receita de bolo de cenoura faz um sucesso danado. A massa é fofa - na medida em que um bolo de cenoura pode ser -, saborosa e infalível mesmo. Fiz do jeitinho que a receita manda, mas com metade dos ingredientes para render menos porções. A única "licença poética" foi que usei 3/4 de xícara de açúcar em vez de 1 xícara. E só, nada de mexer em time que está ganhando.

Outra observação é que essa receita não leva leite. É um bolo de cenoura sem leite que pode ser consumido pelos intolerantes à lactose.

Vou reproduzir a receita como fiz, praticamente sem variações, mas veja a receita original da Helena AQUI.


Bolo de cenoura - versão bolinhos de cenoura

1/4 xícara de óleo (usei de milho)
2 xícaras de cenoura cortada em rodelas
2 ovos pequenos
3/4 de xícara de açúcar
1/4 de colher de chá de sal
1/2 colher de chá de baunilha
1 e 1/4 xícara de farinha de trigo peneirada
1/2 colher de sopa de fermento

Bata no liquidificador as cenouras, os ovos, o óleo, o açúcar, a baunilha e o sal (lembrando de colocar os líquidos primeiro no copo do liquidificador), até formar um creme homogêneo. Leve esse creme a uma tigela e acrescente aos poucos a mistura de farinha de trigo mais o fermento, misturando com um fouet. Coloque em forma untada e enfarinhada (como usei forma de silicone, não precisei desse passo) e leve a forno a 180 graus Celsius pré-aquecido por cerca de 40 min - no caso da forma de furo - ou aproximadamente 25 min - para os bolinhos.

Olha o nível de crescimento dessa massa:


Assei a massa em uma forma para bolinhos em formato de rosas, mas a receita é para uma forma de bolo com furo. Na tentativa de não detonar muito a dieta, pincelei geleia de pêssego diet nos bolinhos para substituir a cobertura de chocolate. Deu um sabor bem gostoso, mas dizer que substituiu é forte.

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Confira AQUI as peripécias na cozinha do Diga Maria.

Origens, variações e receitinha do bolo de cenoura, AQUI.

Essa forma para bolinhos em formato de rosas foi comprada AQUI.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Festa junina: Bolo de rapadura



Tradicionais por praticamente todo o Brasil no meio do ano, as festas juninas - dizem os historiadores - foram trazidas pelos portugueses e, aos elementos europeus (dança) e chineses (fogos), juntaram-se as contribuições africanas e indígenas, resultando nesta comemoração bonita, divertida e gostosa que temos atualmente.

Mas, lição de escola à parte, a gente quer saber mesmo é das comidas típicas (eu sempre quero), não é verdade? As festas juninas conseguem reunir a maior quantidade de coisas que eu amo comer por quilômetro quadrado: cocada, milho cozido, bolo de milho, cuscuz doce, cuscuz paulista, canjica (mungunzá), cachorro quente - esse é moderno -, paçoquinha...

Para fugir um pouco do tradicional sem perder as raízes caipiras da festa, fiz esse bolo de rapadura para levar a uma festa junina. É doce na veia, mas danado de bom! Quem quiser preservar um pouco o índice glicêmico, pode dispensar a calda - na verdade, ela é a grande responsável pelo alto nível de doçura do bolo.

A receita é para um bolão, recomenda-se forma de 28 cm. Metade da receita já funciona para uma família.

Bolo de rapadura

Massa
2 xícaras de rapadura picada (250grs)
1 e 1/3 xícara de água
4 ovos
200 g de manteiga
1 lata de leite condensado
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura
1 lata de leite condensado
100 g de castanha-de-caju picada

Misture a rapadura e a água em uma panela e leve ao fogo, deixe a rapadura derreter até formar uma calda. Reserve. Bata as claras dos ovos em neve, reserve também. Bata a manteiga, as gemas, o leite condensado e 1 xícara da calda de rapadura. Vá juntando a farinha de trigo aos poucos, batendo bem (se você estava usando batedeira, ela para aqui), acrescente o fermento e só misture. Agregue as claras em neve à massa delicadamente. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus Celsius por 40 min. Olho no bolo e teste do palito para ver se está assado, os fornos variam.

Para a cobertura, lembra que você usou 1 xícara da calda de rapadura e sobrou um restinho? Pegue essa sobra, misture com o leite condensado e leve ao fogo, mexendo até engrossar. Depois é só cobrir o bolo com esse doce e salpicar as castanhas-de-caju por cima. Anarriê!!!
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A receita que eu segui para fazer o bolo foi passada pela minha mãe, que tirou de alguma das (muitas) revistas temáticas de receitas que ela tem. Mas vi que o site da Nestlé tem uma receita de bolo de rapadura idêntica - só vi uma leve diferença na quantidade de água. Não sei quem pegou a receita de quem, só sei que todos podemos pegá-la AQUI.

O Cupcake de banana com coco bem que poderia entrar na quadrilha...

Foi DAQUI que tirei as informações sobre festa junina.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Escondidinho de abóbora com carne


Já tinha falado aqui no blog que, na minha opinião, esconde-se tudo. É só escolher o vegetal candidato a purê e cobrir algum refogadinho do que se queira. O pulo do gato é combinar os sabores dessas duas partes do escondidinho. E ainda entra na lista das comidinhas reconfortantes - confort - que te levam para a infância, casa de mãe, avó, só com o aroma.

Um clássico que nunca sai de moda em matéria de escondidinho é a combinação aipim (mandioca, macaxeira) com carne seca, que casa muito bem com abóbora, aliás.

O purê de mandioquinha (batata-baroa, batata amarela) fica uma delícia combinado com um refogado de linguiça acebolada. Já escondi até peixe, como podem ver AQUI. Os vegetarianos podem esconder um mix de legumes em lascas refogados, ou uma camponata de beringela e abobrinha.

Dessa vez, lancei mão da carne moída coringa e aproveitei um pedaço de abóbora que tinha em casa. Refogando carne moída magra com pouca ou nenhuma gordura e aproveitando que a abóbora tem poucas calorias, ficou um prato leve, gostoso e confort.


Escondidinho de abóbora com carne

Purê de abóbora
Cerca de 300 g de abóbora madura
1 colher de sopa de margarina (usei a light)
1/2 xícara de leite (usei desnatado)
sal e pimenta do reino a gosto

Cozinhe e amasse a abóbora. Volte com o purê para a panela, junte todos os outros ingredientes e deixe "secar" um pouco, até obter um purê consistente.

Escondido de carne
500g de carne moída magra
3 dentes de alho (pode ser menos, é a gosto)
1 colher de sopa de coentro fresco picado
1 colher de sopa de requeijão (light)
colorau a gosto (feito do urucum, para dar cor)
sal a gosto
(Se quiser, pode acrescentar molho de pimenta ou pimenta dedo de moça picada sem sementes).

Refogue a carne com todos os ingredientes (menos o requeijão), mexendo sempre, até ficar cozida e bem solta. Acrescente o requeijão, misture e desligue o fogo.

Montagem
Coloque a carne no fundo da travessa (usei um refratário de vidro), nivele com uma colher. Por cima, coloque o purê de abóbora às colheradas, nivelando também. Por cima, foi um pouco de queijo minas padrão ralado, mas pode ser parmesão ou muçarela. Leve ao forno médio alto apenas para gratinar o queijo, coisa rápida.

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A abóbora é leve, saborosa e muito nutritiva, confira AQUI.

Carne moída é coringa na geladeira, fato. O ideal é escolher um bom corte e pedir para moer, mas, se não for possível, verifique se a carne moída tem cor viva, boa textura - não pode ser "melequenta" -, bom odor, e poucos pontos brancos, sinal de que está fresca e é magra. Outra opção gostosa e prática para preparar a carne moída é o Quibe de Micro-ondas.

Para quem ficou com vontade - eu fiquei! -, olha ESSA receita de camponata de beringela.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dia dos Namorados - mimos e guloseimas

Ainda dá tempo para correr atrás do presentinho do seu amor, seja na loja ou no supermercado. Porque presente de comer é bom e a gente gosta, seja um café da manhã caprichado, um jartazinho especial ou uma caixa com as guloseimas preferidas do/a amado/a.

1. Fotopresente

Hoje em dia há vários sites que fazem uma infinidade de presentes personalizados com base em fotos. Mas com as fotos que eu sei que você tem no computador contando a história de vocês dois e um editor de imagens podem ser as ferramentas de algo muito mais pessoal, pois é único e feito por você.

Um arquivo com uma colagem criativa feita com várias fotos ou mesmo uma foto com efeito diferente (pop art, P&B, sépia) pode seguir para uma loja de impressão digital e virar um cartão 10 X 15 super romântico. Alguns birôs de impressão colocam a foto que você levar em canecas, mouse pads e outros. Já pensou em escolher uma foto bem bonita, imprimir em formato pôster e emoldurar? Foto é sempre um presente que significa.

2. Cesta de quejos e vinhos

Vamos tirar algo de bom desse frio que está fazendo. O clima (meteorologicamente e psicologicamente falando) é perfeito para uma tábua com coisas gostosas para beliscar e um bom vinho de acompanhamento. Seu queijos e vinhos pode e deve se adequar aos gostos e bolso do casal, com queijos como ementhal, parmesão, gorgonzola, minas com ervas, e outros beliscos como polenguinho, damasco e outras frutas secas, patês, torradinhas, geleias, nozes, uvas...uma verdadeira farra de Baco!

3. Fondue romântico

Vamos tirar algo de bom desse frio que está fazendo (2). O "trabalho" maior é ter a panelinha para fondue, porque fazer um (uma?) fondue honesto não é nenhum bicho de sete cabeças. A dobradinha fondue de queijo e de chocolate é perfeita para momentos especiais. Para receitas e dicas de como fazer fondue, visite ESTE site, que foi de onde tirei a receita básica que eu uso. Uma mesa romântica com velas e flores fecha com chave de ouro.

4. Gravado para sempre

Um hábito que antigamente era bem comum e parece ter saído um pouco de moda - não sei o motivo - é fazer gravações em objetos de metal. Mas esqueça as canecas e canetas. O relógio do namorado/marido pode ganhar algumas poucas palavras românticas gravadas atrás da caixa do relógio, ou você pode comprar um cordão com pingente no estilo "placa" (pingentes achatados) e mandar gravar seus nomes, uma data, uma mensagem. Não precisa ser uma joia, a preocupação de colocar um algo a mais em algo produzido em série torna aquele objeto único e especial.

5. Canecas personalizadas

É possível encomendar canecas personalizadas em vários estilos, com fotos, desenhos, scrapbook digital. Mas uma opção bem pessoal e barata é pintar/escrever sua própria caneca. ESSA postagem tem todas as dicas para pintar uma caneca de forma simples, rápida e totalmente caseira. O recheio da caneca é por sua conta, de um cupcake a uma joia ou bombons.

Comidinhas

Para um café da manhã caprichado:


Jantar especial:


Quer mais dicas? Veja as sugestões de postagens anteriores sobre o Dia dos Namorados:


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Foto de abertura: sxc.hu

1. O Phixr é um editor de imagens on-line simples, prático e que tem boas funcionalidades, confira AQUI.
2. Para acertar nos queijos e vinhos, veja dicas AQUI.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cupcake de banana com coco


Continuo procurando receitas de cupcakes, muffins e afins. Quando disse que a procura estava sendo boa, não era brincadeira, consegui alguns achados caçando uma receita aqui e ali - mas continuo em busca do muffin de blueberry perfeito, meu muso em forma de bolinho.

Dessa vez eu tinha bananas muito maduras e um pacote de coco ralado perto de vencer. Tudo cantando para subir, se eu não fizesse alguma coisa. Mas não foram os ingredientes que motivaram a busca, e sim a receita que se encaixou perfeitamente nos ingredientes que eu precisava usar. Era um sinal, precisava testar.

E simplesmente achei a receita de um dos melhores bolos de banana que já comi. A massa fica bem úmida - não é daqueles bolos mais sequinhos - e macia, com um sabor incrível de banana e coco - queimado? Não sei se viajei.

Nada impede de fazer a receita em uma forma de bolo grande, com furo ou sem, nesse caso é preciso controlar o tempo e conferir quando estiver assado com o teste do palito. Mas claro que eu não perderia a chance de fazer bolinhos. Dessa vez, experimentei uma apresentação diferente e coloquei parte da massa em canecas untadas e enfarinhadas. Ficou fofo para servir. Fica a dica.


Ingredientes:
1 e 1/4 copo de farinha de trigo
1 colher de sobremesa de fermento
1/4 de colher de sobremesa de sal
2 bananas amassadas (maduras)
100g de manteiga (sem sal) derretida
1/2 copo de açúcar
1 ovo
1/2 colher de sobremesa de baunilha
1/2 copo de coco ralado (usei o adoçado úmido)

Em um recipiente, misture a farinha, o fermento e o sal. Em outro recipiente, misture a banana, a manteiga, o açúcar, o ovo, a baunilha e o coco. Recomendo peneirar a gema de ovo, para retirar a película. Misture bem com um fouet. Vá adicionando a mistura de farinha aos poucos na mistura de banana, misturando enquanto acrescenta os secos. Encha forminhas de papel para cupcakes ou canecas de cerâmica (de chá) untadas e enfarinhadas, tomando o cuidado de não ultrapassar 2/3 da capacidade da forminha ou da caneca.

Asse em forno a 180 graus por 25 a 30 min - no meu forno levou uns 35 minutos, como varia, tem que ficar de olho passados uns 20 min. A receita rendeu 6 cupcakes grandes. Se quiser, decore com uma rodelinha de banana sobre a massa antes de ir ao forno. Querendo, pode polvilhar canela no bolinho quente. Mas ousadia mesmo é fazer um brigadeiro mole e colocar como cobertura.

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A receita original é ESTA, do blog Simplesmente Delícia, que sugere outras opções de cobertura.

Para comprar on-line forminhas de papel várias para cupcake, clique AQUI.

Batata frita assada (republicação)


Esta é uma republicação da receita de batata assada que fica com gostinho de batata frita. Mesmo sem serem mergulhadas em óleo, as batatas ficam muito crocantes. E o melhor é que passaram longe da fritura. Confira a receita e experimente em casa, vale a pena!



Essa batata frita é assada. Isso aí, mas pode colocar na mesa e dizer que é batata frita porque fica bem crocante e o sabor não deixa nada a dever.

Usei 2 batatas médias. É só descascar (ou não, pode usar com a casca depois de limpar bem com uma escovinha) e cortar em palitos. Seque bem os palitos em um pano de prato limpo e coloque a batata em uma forma de alumínio. Polvilhe farinha de trigo - usei cerca de 1 colher de sopa rasa - e chacoalhe as batatas na forma, pode revolver com as mãos também, para que os palitos fiquem bem envolvidos na farinha. Joguei um punhado de alecrim seco - aqui pode entrar a erva do seu agrado, ou nada. Espalhe azeite por cima das batatas - usei 2 colheres de sopa - e misture bem, chacoalhando a forma mais uma vez.

Disponha os palitos de batata bem espalhados pela forma e leve ao forno médio. Aqui deixei por 30 min, mas o ideal é ficar de olho e tirar quando as batatas estiverem douradas, torradinhas...

Atualizando: esqueci de colocar parte importante do processo. Depois de 15 ou 20 min de forno, vire os palitos com a ajuda de uma espátula, para que dourem dos dois lados.

Acrescente sal a gosto e comemore por comer batatas fritas que não passaram pela fritura!

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A receita original é do blog Diga Maria, confira AQUI.

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