verificador pinterest Casa, Coisas e Sabores: Julho 2011

domingo, 31 de julho de 2011

Polenta assada


Depois de jantar ESSA polenta mole quentinha com molho de frango, as sobras foram para a geladeira. No dia seguinte, a polenta estava durinha, em ponto de corte. Desenformei a polenta da travessa onde coloquei - antes de receber o creme, o refratário foi untando com um pouco de azeite - e cortei (mais ou menos) em palitos grossos.

Clique aqui para ver a receita da polenta

Mas, em vez de fritar os pedacinhos de polenta, como é o habitual, optei por levar os palitos ao forno, em uma assadeira de alumínio, onde ficaram por cerca de 30 min. Na metade do tempo, é preciso virar os palitos de polenta. Não acrescentei nada, nem azeite, óleo ou sal, mas se você quiser temperar com ervas, é capaz de ficar muito bom.

Fiquei pensando depois que poderia ter levado os palitos de polenta ao grill elétrico (de preferência naqueles modelos que não "amassam" o alimento). Fica a dica.

Correção em 01/08: o título do post foi mudado de "polenta frita" para "polenta assada", pois a minha foi ao forno. Fiquei com o tradicional na mente e acabei trocando as bolas :-)

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Como esses palitos de polenta feito batata frita. Que tal acompanhá-los de um molho facinho de fazer em casa? Experimente ESSE molho barbecue.

A batata frita também vai ao forno e ninguém diz que não foi mergulhada no óleo. Veja AQUI.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Polenta confortável com molho de frango


Você, que gosta de culinária, de visitar sites e blogs com receitas (incluindo o Casa!), de ver as novidades do mundo gastronômico vai me compreender e me dar a mão: fazer isso dá a maior vontade de comer. E fazer isso já com fome dá a maior vontade de comer a tela do computador.

Estava passeando por esse mundão da internet quando aterrissei no blog Cozinha Pequena e imediatamente decidi: vai ter polenta no jantar! Nunca tinha feito, apesar de adorar o prato, inclusive e principalmente na dupla com o "polêmico" sarapatel. Amo muito. Fora que me lembrei da polenta da minha mãe, que é uma delícia. Atenção, isso é confort food!

O negócio foi premeditado. Nas últimas compras no supermercado, passei a mão em um pacotinho de farinha de milho para polenta. Juntou a fome com a vontade de comer e a possibilidade de fazer. Final feliz.

É uma receita muito fácil de fazer. Percebi que o "pulo do gato" é a "calma nessa hora": se você for colocando a farinha de milho aos poucos no fogo baixo, mexendo sempre com um fouet, não empelota, não queima, no pasa nada. Para acompanhar, fiz um molho de frango muito simples e bem temperado, que casou muito bem com a polenta. Um molho com carne moída ou carne desfiada é ótima pedida também.

Polenta confortável com molho de frango

Polenta
1,5 litro de água
2 colheres de sopa de manteiga
2 dentes de alho amassados
1/2 cubo de caldo de legumes
2 colheres de sopa de parmesão ralado
250 g de farinha de milho (usei uma indicada para polenta)

Leve a água para ferver junto com a manteiga, o alho e o caldo de legumes. Coloquei meio cubo por causa do sal, lembre-se de que vem o parmesão depois. Após ferver, abaixe o fogo e acrescente a farinha de milho aos poucos, mexendo com o fouet. Quando engrossar, acrescente o queijo parmesão ralado e mexa até este derreter.

Molho de frango
3 filés de frango cortado em cubos pequenos
1 caixa de molho de tomate pronto
Salsinha e cebolinha picadas
Manjericão seco
Pimenta branca moída
Azeitonas verdes
Sal e azeite

Tempere os cubos de frango com sal e pimenta do reino branca. Leve ao fogo para dourar em azeite. Acrescente a salsinha, a cebolinha e o manjericão. Coloque o molho, as azeitonas e um pouco de azeite. Deixe o molho apurar, para ficar consistente.

Sirva a polenta com o molho por cima, tudo bem quente, com queijo ralado coroando. Depois, se acomode com uma manta no sofá e assista à novela para fazer a digestão. Esse prato é de "sustância".

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A receita responsável por essa coisa toda é ESSA, do blog Cozinha Pequena.

Uma pimentinha no molho de frango esquenta mais ainda o prato. Para beber, vinho tinto! A combinação polenta, frango e vinho é tão boa que tem até festa para isso, sabia? Veja AQUI.

domingo, 24 de julho de 2011

Almoço árabe: mjadra (arroz com lentilha)


Fechando as postagens do almoço árabe, o mjadra - ou arroz com lentilha - é o acompanhamento perfeito para kaftas, quibes e tabules da vida. E o melhor de tudo: é muito simples de se fazer. Se você já fez arroz branco alguma vez na sua vida, já tem todas as ferramentas necessárias para fazer o mjadra sem medo de errar. Se nunca fez, chega mais que nunca é tarde para aprender alguma coisa nessa vida.

Também gostei demais dessa receita porque se tornou mais uma opção para variar no arroz. Opção prática, sem uma infinidade de ingredientes, rápida de fazer e que não requer grandes habilidades. E todos já sabem: disso a gente gosta!

E o cardápio do almoço árabe ficou completo:

- Baba ganoush com pão árabe (sírio, pita) tostado
- Mjadra (arroz com lentilha)

Plus: Quibe de micro-ondas (mas a receita pode ir ao forno convencional, é só ficar de olho no tempo, que é diferente).

Cate as cebolas que encontrar pela frente - ressalto que essa que vos escreve não gosta de comer cebola -, e pegue carona no seu fogão, direto para as "Arábias"!


Mjadra (arroz com lentilha)

2 xícaras de arroz lavado e escorrido
1 e 1/2 xícara de lentilha pré-cozida
2 colheres de sopa - cebola bem picada
Azeite
Sal a gosto
1 cebola cortada em tiras

Preparando a lentilha: antes de usar a lentilha, é preciso que esta seja pré-cozida, para que arroz e lentilha cozinhem juntas por igual. Antes de usá-la na receita, leve a lentilha ao fogo até que fique al dente - levemente macia, ainda firme, porém não dura. Faça o teste do "mastiga" para verificar se está no ponto.

Em uma panela, refogue a cebola picada no azeite, até ficar bem dourada - só não pode ficar preta, sinal de que está queimada, mas deve ficar bem escura. Junte o arroz lavado e a lentilha pré-cozida, refogue um pouco. Junte água fervente, até cobrir o arroz e a lentilha em aproximadamente "1 dedo" acima do arroz. Fique de olho no arroz, o cozimento dele será seu parâmetro. Se a água for acabando e o arroz continuar duro, coloque um pouco mais de água. Dica de amiga: dá para colocar mais água, tirar água que está a mais, não. Menos é mais.

Para acompanhar o arroz com lentilha, frite a cebola em tiras no azeite, até ficar bem escura também (não queimada!). Depois de pronta, coloque no papel toalha para retirar o excesso de gordura e deixar a cebola mais sequinha. Coloque a cebola frita por cima do arroz com lentilha, na hora de servir.

Mea culpa: não sei se coloquei azeite demais, mas minha cebola frita não ficou tão sequinha e crocante do jeito que como por aí, mesmo secando no papel toalha. Se alguém souber a dica para deixá-la crocante e puder deixar um comentário, ficarei muito grata!

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E para beber? Uma opção que já experimentei em restaurantes árabes foi a limonada batida com hortelã - refrescante é apelido. Mas há as bebidas tradicionais. Saiba quais são AQUI.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Almoço árabe: tabule


Sabe aqueles dias em que você quer uma salada, mas acha todas as opções meio sem graça? Quer uma salada que seja diferente, rica em sabores, mais ainda assim fácil e rápida de se fazer? Uma que, mesmo sendo uma saladinha, não deixe aquela sensação de "buraco" no estômago 15 minutos depois de comer?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Almoço árabe: kafta


Essa é a primeira receita de uma série de culinária árabe. Não é nada de mirabolante, são talvez os pratos que mais identificamos como árabes, acho que só faltou o quibe (no almoço, pois ele já apareceu no blog, confira abaixo).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Taça floresta negra



Estava com uma lista de receitas a preparar para receber a família e, apesar de adorar ficar entre as panelas, era humanamente impossível perder muito tempo com cada prato. Precisava de coisas práticas, e assim o foi. Com a ajuda do marido, saiu um almoço de domingo em tempo recorde, que aos poucos aparecerá aqui no blog.

Decidi que a sobremesa seria algo extremamente prático e que pudesse fazer no dia anterior, pois queria dedicar mais o pouco tempo aos outros pratos. Utilizando vários itens prontos, surgiu a Taça Floresta Negra, que nem foi feita em taça, nem nada. Mas a ideia é ir montando camadas, então, o ideal é que o recipiente seja transparente - para visualizar as camadas - e alto - para montar várias. Minha receita é gigante, serve umas 12 pessoas, por isso recomendo que, em ocasiões "normais", se faça metade da receita.

A tradicional combinação de cereja com chocolate e chantilly, a "floresta negra", foi a inspiração para essa taça, porém, mais que uma receita, essa sobremesa é um coringa, de tão rápida e de tantas variações que permite.

Taça floresta negra

2 pacotes de bolo pronto sabor chocolate
1 pote de cereja em calda (190 g)
900 ml de chantilly (aproximadamente)
Raspas de chocolate (100 g)

Corte o bolo em fatias de cerca de 0,5 cm. Essa "precisão" toda é só para dizer que a fatia não pode ser muito grossa nem muito fina. Reserve. Pique as cerejas, reservando a calda que vem junto e as misture com o chantilly. Dilua a calda com 1/4 do seu volume de água. Reserve. Reserve tudo. Agora vamos montar: Comece colocando uma camada de bolo no fundo da travessa, regue com a calda da cereja diluída em água e ponha por cima uma camada do creme chantilly misturado com as cerejas picadas. Vá alternando as camadas e termine com a de chantilly. Decore com as raspas de chocolate.

Sobre o chantilly: você pode bater o creme de leite fresco, usar misturas em pó para chantilly ou creme de leite em caixinha "bate chantilly". Eu utilizei 2 pacotes de mistura em pó mais 2 caixas de creme de leite "bate chantilly", pois era o que tinha. Minha taça ficou gigante, foi chantilly à beça.

Essa taça - a ideia de montar camadas de bolo e chantilly - permite algumas variações interessantes. Pensei, por exemplo, em usar bolo de coco e misturar abacaxi em calda no chantilly. Um bolo de laranja pode fazer par com o chantilly misturado com raspas de chocolate (já pensou em regar o bolo com um licor diluído?). Invente a sua combinação :-)

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Sobremesas rápidas são com a gente! Confira AQUI uma seleção de algumas sugestões zás-trás.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Blogagem coletiva: maturidade

Quando as organizadoras da Blogagem Coletiva Fases da Vida anunciaram o tema, fiquei pensando com meus botões o que falaria sobre a maturidade. Como já me considerei uma jovem adulta, isso que dizer que ainda não cheguei na maturidade, da forma como eu a considero.

Pensando no que diria para mim neste caminho para chegar à maturidade, cheguei a esse quadrinho das "Pílulas para a maturidade". Como esse blog está bastante voltado para as panelas ultimamente, me concentrei em assuntos sobre alimentação. Longe de querer ensinar alguém a chegar à maturidade, expressam mais meu desejo de como quero chegar lá. E me levam a refletir o que tenho que mudar para conseguir "crescer" do jeito que gostaria: com saúde, equilíbrio.

São notas mentais que compartilho com vocês. Espero que sejam úteis para nós :-)


(Clicando na imagem, ela abrirá maior e melhor para ler. Nesse ponto já cheguei à maturidade. Sou óculos-dependente).

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Vale a pena recordar. Para os que já viram há muito tempo e para os que não conhecem, veja AQUI o vídeo do filtro solar de Pedro Bial que rodou meia internet há alguns anos.

Para conferir as outras participações da BCFV, visite o blog Publicar para Partilhar, Na Cozinha ou Espiritual-idade.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bolinho de feijão


A ideia para fazer o bolinho de feijão foi inspirada pelo blog Pitadinha, e já fiquei de olho em um pote de feijão que estava congelado. Em vez de ser apenas aquecido, aquele feijão teria destino mais nobre (nem posso dizer que mais gostoso - sou suspeita, adoro feijão).

Mas, claro, esbarrei no problema que é a grande fonte de inspiração, praticamente o modus operandi desse blog: não tinha todos os ingredientes para fazer a receita tal qual. Você já sabe: isso não me desanima. E (quase) sempre o resultado fica bem bom.

Bolinho de feijão

3 xícaras de feijão cozido e temperado
Pimenta a gosto (opcional)
1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
1 xícara de farinha de rosca
Queijo minas (ou outro da preferência)
Farinha de rosca para empanar

Amasse o feijão, pode ser com um garfo, amassador de batatas ou passando no processador. Eu acabei usando o mixer. Essa é a hora de corrigir ou incrementar o tempero, eu acabei colocando um pouquinho de pimenta Tabasco. Junte a farinha de trigo e misture bem, até aí você terá uma massa bem molenga. Vá colocando a farinha de rosca e misturando - achei mais fácil fazer isso com as mãos -, até chegar ao ponto de enrolar. Abra um disco de massa na mão, coloque um pedaço de queijo e feche, formando a bolinha. Passe na farinha de rosca e leve ao forno, jogando um fio de azeite por cima dos bolinhos. Levei ao forno médio-alto por cerca de 20 min, mais para ficar crocante. Rende bastante, por aqui foram 15 bolinhos grandes.

Achei que fiz meus bolinhos muito "maçudos", pois coloquei pouco recheio. Da próxima vez, pretendo fazer bolinhos menores, para a massa ficar mais fina. Aí a receita rende uns 30 bolinhos de bom tamanho. E nada me tira da cabeça que uma rodela de linguiça fina (aceito doações de linguicinha mineira) combina demais para rechear o bolinho.

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Os bolinhos podem ser fritos, tranquilamente. Escolhi assá-los para economizar óleo (no meu corpo). No caso dos assados, fica uma sugestão: como eles ficam mais sequinhos, um molho para ir mergulhando o bolinho enquanto vai comendo é ótima pedida. Recomendo fortemente ESSE molho de pimenta cremoso.

A receita do blog Pitadinha que inspirou a minha é ESSA.

Quer mais petiscos fritos que podem ser assados? Olha ESSA batata frita.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Peras ao vinho

Nessa onda de vida light, ando parando com o objetivo de perda de peso, mas sigo firme e forte no propósito de manter uma alimentação mais saudável. Não é balela: você sente dia a dia a diferença de uma alimentação com mais vegetais, menos gordura e, principalmente, mais fibras. A mulherada sabe do que falo. Até a pele fica mais bonita.

Batata frita? Se eu resolver não comer, não como e pronto. Ou vou de batata frita assada. Massa, adoro. Mas se é dia de sopa, adoro também. Nesse frio, até prefiro. Mas a dureza mesmo é em relação aos doces. Bolo então, nem se fala.

Claro que um pedacinho ou uma porção pequena não fazem mal, mas, se o objetivo é emagrecer, onde a gente puder economizar é um lucro e tanto. Por isso acho essas peras ao vinho tão "úteis": são fáceis de fazer, é um prato gostoso e comparece na hora da vontade de comer algo docinho, e ainda pode ser guardado na geladeira para ataques graduais. E ainda é fruta, é light, é saudável, é fresco. Fora que coisa com vinho é chique. Quer mais motivos para fazer a receita? Mãos à obra!

Peras ao vinho

3 peras
1/2 xícara de vinho branco (120 ml)
1 colher de sopa de açúcar
3 cravos-da-índia
Raspas de laranja a gosto
Água o suficiente para cobrir

Coloque as peras em uma panela. O ideal é que a panela acomode as peras com pouca folga, para não ter necessidade de tanto líquido para cobri-las. Junte o vinho, o açúcar, os cravos e complete com água, até cobrir as peras. Leve ao fogo e, quando ferver, deixe cozinhando em fogo baixo, até as peras ficarem bem macias (espete-as com um garfo para conferir). Conserve as peras na geladeira mergulhadas no próprio caldo.

O vinho deu só um toque, coloque mais para um sabor mais acentuado. O açúcar pode ser substituído por adoçante culinário (em medida proporcional, veja na embalagem) ou por - pasmem - suco de pera em pó diet ou light (olho na medida!). Usei vinho branco, mas o vinho tinto também pode ser usado.

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A receita foi inspirada NESSA, do blog Diga Maria. Altamente recomendado usar vinho tinto, a cor fica linda!

Segundo as novas regras ortográficas, "pera" perdeu o acento. Chocada.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Utensílios que amamos: cesto para cozinhar a vapor

O cozimento de legumes, principalmente, no vapor garante que eles mantenham melhor seus nutrientes, que não se perderão na água do cozimento. Considerando que o próprio ato de cozer o alimento já implica perda nutricional, evitar mais perdas é boa coisa.

Esse cesto de aço inox é justamente para cozinhar alimentos no vapor, e já o vi à venda em vários lugares. Apesar de existirem outros apetrechos para isso, como panelas de cozimento a vapor elétricas, e de ser possível lançar mão de "gambiarras", como usar a espagueteira ou a cuscuzeira para cozer a vapor, esse cesto é muito prático.

Fechado, ele fica bem pequeno, facílimo de guardar em qualquer cantinho. Para usá-lo, é só abrir e encaixar dentro de uma panela, colocando os alimentos sobre o cesto. Ele tem uns "pezinhos" que o deixam acima do nível do fundo da panela, pois justamente você vai colocar um pouquinho de água e esta não entrará em contato com o alimento, que receberá apenas o vapor.

Como é retrátil, o cesto se adapta a panelas de vários tamanhos e, depois do uso, você lava em 2 segundos, seca, guarda no cantinho e espera a próxima. Uso bastante para cozinhar brócolis e couve-flor, porque acho que esses legumes, especialmente, ficam "encharcados" quando cozidos em água. A beterraba no vapor também fica muito mais rosada, pois não tem a água para "descorar" o legume.

Já percebeu que esse é um utensílio que amo? Acho que você também vai gostar.

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Comprei meu cesto no catálogo de artigos para casa da Avon. Ele pode ser encontrado na internet, como AQUI, e já o vi também em algumas das grandes lojas de departamentos e artigos par o lar.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Baba ganoush prático (pasta de beringela)


Fiquei na dúvida sobre como se escreve o nome da receita (babaganoush, baba ganoush, babaghanoush?). Se alguém tiver certeza da grafia e puder me esclarecer, agradeço, mas - para além da ortografia - o importante é que essa pasta de beringela é um dos pratos que nós, brasileiros, mais conhecemos da culinária árabe, é gostosa, prática de se fazer, envolve beringela (querida!), tem poucas calorias e ainda pode ser guardada por dias na geladeira.

Ufa! São muitos motivos para gostar do baba ganoush e abaixo você verá que a facilidade na receita e a praticidade de ter uma pastinha gostosa sempre à mão na hora da fome são ótimos motivos para fazê-lo. E nada poderá lhe deter.

Essa receita, mais do que um passo a passo de como reproduzir o baba ganoush, é um "pulo do gato", ao melhor estilo de dar um jeitinho quando não se tem tudo à mão ou quando é difícil achar certos ingredientes na região onde se mora.

No lugar do tahine - pasta de gergelim comprada pronta -, usei um molho de gergelim, que já tinha em casa e havia comprado para usar como tempero no quibe. Esse molho vem na garrafinha, como aquelas de molho inglês e molho de pimenta, e o encontrei no supermercado justamente na prateleira junto com esses dois.

Baba ganoush prático

2 beringelas grandes
2 dentes de alho bem picados
3 colheres de sopa de molho de gergelim
Suco de 1/2 limão
Sal a gosto

Leve as beringelas inteiras ao forno médio alto. No meu caso, ficaram cerca de 40 min no forno, mas o objetivo é que elas fiquem no forno até a pele do legume ficar escurecida e com bolhas/enrugada, assim:


Depois de assada, deixe a beringela esfriar um pouco, faça um corte na longitudinal e retire a polpa com uma colher, deixando só a casca. Leve a polpa a um recipiente e amasse com um garfo, para um resultado mais pedaçudo, ou bata no processador ou com o mixer. Utilizei o mixer porque não quis que as sementes do legume ficassem tão evidentes. Acrescente o alho - eu coloquei para processar junto com a polpa da beringela -, o molho e o suco de limão. Coloque sal a gosto e leve à geladeira. O ideal é consumir frio e, no outro dia, o sabor fica mais apurado e mais gostoso. Rendeu aproximadamente um pote de 300 ml de pasta, você pode usar a quantidade de beringela que quiser, adaptando a quantidade dos outros ingredientes.

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A receita na qual me baseei foi ESSA do blog Figos & Funghis.

Não encontrando o molho de gergelim, eu tentaria fazer ESSA pasta de gergelim caseira, mole. E ainda usaria óleo comum no lugar do óleo de gergelim.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bolo de morango


Declaro aberta a temporada de morangos. Sim, porque até pouco tempo atrás os morangos tinham aparecido, mas ainda estavam raros e caros. Uma das caixas foi consumida sem muitas preparações: morango a morango, direto para a boca. Apesar da vontade de fazer o mesmo com a outra, resolvi aproveitar para alguma receita.

Diante de tantas opções (torta, taça de morangos, cheesecake...), fiquei mesmo com algo simples, mas delicioso: bolo de morango. A preparação não tem segredos, usei uma massa básica de bolo, com resultado perfumado, salpicado de moranguinhos. Altamente recomendado comer uma fatia ainda quente, garanto que não dá dor de barriga. Apoio totalmente acompanhar esse bolo quente de uma bola de sorvete de creme, por sua conta e risco.

Bolo de morango

Doce de morango
1 xícara cheia de morangos picados
2 colheres de sopa de açúcar light (ou 4 colheres de sopa de açúcar refinado)
1 colher de sopa de água

Leve todos os ingredientes ao fogo baixo, até formar uma calda grossa, sem que os pedaços de morango se dissolvam completamente.

Massa
2 ovos
3/4 de xícara de açúcar light (ou 1 xícara e 1/2 de açúcar refinado)
4 colheres de sopa de manteiga
1 copo de leite (se usar açúcar refinado, 1 e 1/4 de copo de leite)
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento

Bata bem as gemas, o açúcar e a manteiga, até formar um creme homogêneo e liso. Acrescente o leite e a farinha de trigo, e bata. Misture o fermento (sem bater). Agregue delicadamente as claras batidas em neve, em movimentos de baixo para cima.

Nesse ponto, misture o doce de morangos reservado na massa do bolo, mexendo um pouco. Não é para ficar homogêneo, deixe a massa "mesclada".

Leve ao forno médio pré-aquecido por 10 min, depois desse tempo abaixe para forno baixo (180 graus Celsius) e deixe por mais 30 min, aproximadamente. Faça o teste do palito para ver quando está assado. Rende um bolo pequeno, fiz em forma de 25 cm, mas a massa ficou espalhada e o bolo, baixo. Para ficar cheio nessa forma, seria melhor fazer 1 receita e meia.

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Uma sugestão de sobremesa rápida com morangos é a taça de frutas da lista de sobremesas zás-trás. Confira AQUI.

A safra do morango termina em setembro, vamos aproveitar. Para conferir a época dessa fruta e de outros vegetais - e já ir pensando nas receitas - veja a tabela AQUI.

domingo, 3 de julho de 2011

Enformado de abobrinha


A ideia veio de algo parecido que já vi em algum lugar e, apesar de a fonte exata ter ficado perdida para sempre na memória - misturada com tantas outras coisas que já vi por aí -, a essência da ideia ficou bem guardada: usar fatias de legume, finas e maleáveis o suficiente para serem moldadas, para "enformar" algum recheio.

E disso me saiu um almoço rápido para dois, prático, pois pode ser acompanhado apenas de arroz ou massa - foi o caso -, e que ainda rendeu uma apresentação diferente, mas muito simples de fazer. O meu foi enformado com abobrinha e levou recheio de carne moída. Mais que uma receita, acho que o mais importante é a montagem, pois logo depois fiquei pensando em variações (muitas!) de legume e de recheios.

Enformado de abobrinha

1 e 1/2 xícara de carne moída cozida (temperada com sal, pimenta do reino e alho)
1 colher de café de pimenta dedo de moça picada
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 abobrinha pequena

Corte a abobrinha em fatias finas pelo comprimento, reserve. Misture a carne moída com o azeite, a pimenta e a farinha, até ficar homogêneo e firme (capaz de moldar almôndegas), reserve também. Unte uma xícara de porcelana que vá ao forno com um fio de azeite e forre com as fatias de abobrinha, primeiro o fundo e depois as laterais, deixando sobras para fora do recipiente. Coloque o recheio aos poucos na cavidade, apertando bem. Feche o topo com as sobras das fatias que ficaram para fora, apertando bem e finalizando com outro fio de azeite. Leve ao forno médio por cerca de 20 min. Para desenformar (quente), é igual pudim: coloque um prato em cima da xícara, respire e vire, com cuidado, mas decididamente.

Essas quantidades renderam duas xícaras. A receita é simples, mas abaixo deixo alguns "pulos do gato", sugestões, devaneios e notas mentais para uma próxima vez:

1. Usei carne moída cozida pois já tinha uma porção congelada, mas a carne pode ser usada crua, preparada como se fosse para fazer hambúrguer (acrescentar ovo e farinha de trigo ou miolo de pão umedecido) e temperada a gosto do freguês.
2. Como minha abobrinha era curta, fiz as fatias com um descascador de legumes, pois com faca não fica fino o suficiente, mas o ideal é usar um slicer ou mandolina.
3. É importante cobrir todo o recipiente com as fatias de abobrinha sem deixar espaços entre as emendas, senão o recheio pode escapar pelas brechas.
4. Aperte bem o recheio com os dedos ou com as costas de uma colher, para ficar bem compacto, mas cuidado para as fatias escorregarem muito e saírem do lugar.
5. O enformado pode ser feito em uma forma de bolo inglês, para isso, faça fatias longas (é importante que o legume seja comprido). Pode-se usar também ramequins.
6. Em vez de fatias de abobrinha, podem ser de beringela. Salpique sal e deixe descansar ou mergulhe as fatias por alguns minutos em água com vinagre para tirar o amargor.
7. Sendo firme o suficiente para garantir que desenforme, o recheio pode ser de frango, um cuscuz paulista, ou opções frias, como salpicão de frango. No caso de um prato frio, é legal grelhar as fatias de abobrinha/beringela antes de usar e levar o prato depois à geladeira para ajudar a firmar antes de desenformar.

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A abobrinha frequenta muito minha geladeira e já andou dando as caras por aqui, neste Frango com Abobrinha.

Conheço a mandolina também como slicer, mas não sei se todo slicer é uma mandolina (pois já fatiadores de vários formatos). Conheça AQUI e AQUI.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Joelho (italiano, mistinho) feito em casa


Tradicional nas lanchonetes de norte a sul desse país, o joelho - que é o nome pelo qual conheço - é uma massa recheada geralmente com queijo e presunto e assada, e se enquadra dentro do grupo que chamamos de "salgados". Depois de ensinar padre-nosso a vocês, vigários, conto a história do meu joelho (o salgado) caseiro, que sei que também é chamado de italiano e mistinho.

Tudo começou com o marido, que praticamente toda vez que passava em frente a uma lanchonete comentava que estava morrendo de vontade de comer um joelho. Quem começa na dieta sabe, dá uma vontade louca de comer as coisas mais esdrúxulas, que você estava há anos sem comer e nem ligava, mas que dá vontade só porque você não está podendo. Estou no osso por uma coxinha, mas abafa.

Em vez de resolver o problema no balcão da lanchonete mais próxima, achei que seria uma boa oportunidade para testar uma receita de massa básica para salgados assados que vi no blog Panelaterapia, com a vantagem que, fazendo em casa, conseguiria um joelho mais "controlado" em relação a recheio. Ou seja, poderia colocar o que quisesse e o quanto quisesse para rechear, aproveitando para fazer uma escolha mais saudável.

A massa é ótima, é uma receita coringa que com certeza usarei mais vezes. Ela fica bem elástica e é ótima de se trabalhar, e o mais importante de tudo: não dá trabalho para fazer. Fiz metade da receita, o que rendeu dois joelhos enormes. Às favas com a dieta.

Joelho feito em casa

Massa
1/4 de xícara de óleo
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de café de sal
3/4 de xícara de água morna
1/2 colher de sopa de fermento biológico seco (aquele do envelope)
500 g de farinha de trigo (aproximadamente)

Recheio
Fatias de queijo muçarela
Fatias de peito de peru

Misture em um recipiente o óleo, o açúcar, o sal e o fermento, até ficar homogêneo. Acrescente a água morna e misture novamente. Vá colocando a farinha aos poucos, mexendo bem (fiz primeiro com uma colher, depois com as mãos). Levei a massa a uma superfície enfarinhada e amassei até ficar liso e homogêneo, para isso polvilhei um pouco mais de farinha, até não grudar mais.

Abra a massa com um rolo de macarrão, também enfarinhado, de forma a deixar a massa com formato mais ou menos retangular. Cortei a massa pelo comprimento, com uma faca, e fiquei com duas "tiras", sobre as quais dispus 2 fatias de muçarela - uma ao lado da outra - e 3 fatias de peito de peru - idem. Joguei um fio de polpa de tomate por cima do recheio e fui dobrando a tira em cima dela mesma (sem fazer um rolo) até ficar no formato do joelho. Pincelei gema batida sobre cada joelho e salpiquei manjericão seco. Leve ao forno médio por cerca de 25-30 min.

Jantamos o joelho acompanhado de uma salada morna de tomates e brócolis cozido, levados ao fogo rapidamente com azeite e alho, finalizada com ovo cozido picado e mais azeite.

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Você conhece o joelho por outros nomes? Diz aí nos comentários!

A receita da massa do Panelaterapia está AQUI.

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