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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Brincando de casinha

Ultimamente, está difícil segurar os impulsos de compras cozinha/cama/banho, ainda mais depois de descobrir o advento das compras pela internet.

Antes de começar a terapia do "manter a conta bancária, só mais 24h", combinada com doses diárias de "esconder o cartão de crédito", fui a feliz compradora de duas panelas (travessas com tampa?) de cerâmica.


Apesar de ter visto o tamanho delas na hora de comprar, e lembrar que preciso de uma régua, me surpreendi com o tamanho das danadas. A maior tem 16 cm de diâmetro e a menor é 13 X 9 X 7 cm. A foto enganava muito, pelo menos alguém com pouco raciocício espacial, Achei que pudesse cozinhar uma peça de costela com agrião, na maior, claro.

Ok, são bonitinhas, ainda não tinha travessas de cerâmica, realizei um sonho de infância. Mas, a pergunta que não quer calar: o que faço com essas minipanelas? Aceito sugestões (só a bem-educadas, claro).

De quebra, agora tenho forminhas de cupcakes. Dos quadrados, mas ainda chego lá.


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Aproveitando o título do post, recomendo fortemente uma visita ao ótimo Brincando de Casinha, dicas de decoração/cozinha/de tudo um pouco.

A comprinha foi no Privalia. Já fiz algumas compras e geralmente entregam no prazo e com o produto ok. Apenas uma vez faltou uma peça, mas acabaram me ressarcindo em depósito bancário. Para os fortes, pois é consumo na veia.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Suflê de espinafre


Receitinha boa para as crianças (e os maridos) que não gostam de comer verduras. O queijo ameniza o sabor forte do espinafre, apesar de o gostinho da verdura ainda ficar perceptível. A sensação de comer nuvem por causa da consistência aerada do suflê é um brinde à parte.

O sabor original veio da cozinha de mamãe, que fez a receita pela primeira vez copiando da embalagem de não-sei-o-quê. O suflê que eu fiz veio do site da Nestlé, mas com um toque especial - seguir receita piamente é para os fracos. Acabei colocando mais queijo que a receita pedia, correndo o risco de deixar o suflê pesado e murcho e com a certeza de ter acrescido calorias a mais. Não recomendo. Mas que ficou bom, ficou, e bonito.

O primeiro passo é murchar um maço de espinafre limpo (só as folhas, os talos vão picadinhos para um arroz verde ou viram sopa), deixando cozinhar no próprio suco que forma na panela. De uma caçarola de folhas, você então terá um pires de espinafre, que deve ser bem picado. Reserve.

Dissolva 1 cubo de caldo de galinha em 1 xícara de leite quente, reserve. Em outra panela, juntar 2 colheres de sopa de manteiga e 1 colher de sopa de farinha de trigo, mexendo até dourar. Aqui é hora de juntar o caldo dissolvido, mexendo até engrossar. Após desligar o fogo, juntar 3 gemas (tirar a película!) e 4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado. Melhor não usar queijo de saquinho industrializado, vai por mim. Lembra aquele espinafre picado? Direto para a panela do creme, misturando tudo muito bem.




Enquanto esse creme esfria, as claras que sobraram das gemas devem ser batidas em neve. Calma nessa hora: as claras em neve devem ser delicadamente incorporadas ao creme já mais para frio, com a ajuda, de preferência, de um fouet.

Colocar a mistura em um recipiente (de cerâmica é melhor!) untado com manteiga e levar ao forno a 180 graus por 40 min, mais ou menos. Agora é a hora de se apegar aos santos do crescimento do suflê fofinho.


Preces atendidas (ou não, como diria Caetano), é correr para o abraço. Garantido, à prova de blerghs e caras tortas!

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A receita original da Nestlé, sem essa "riqueza" de detalhes. Já fiz a mesma receita substituindo o espinafre por cenoura ralada.

I have a dream, que um dia eu terei um recipiente de cerâmica.

Descobri um jeito menos lambão de tirar a película da gema: peneirando! (Ohhh!).


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Eu e meu fogão: o fim da história


Os primeiros posts deste blog foram inspirados numa situação nada confortável para uma recém-casada.

Naquela época, me tornei "especialista" em receitas para micro-ondas. De certa forma foi um aprendizado, pois não sabia que dava para fazer tanta coisa num aparelho que se costuma usar para esquentar comida ou, no máximo, derreter chocolate.

Fiz quibe de forno (de micro-ondas), frango à parmeggiana, frango do Belluga (fico devendo a receita, fica igual à do restaurante)...

Após de muitas idas e vindas (menos vindas), telefonemas e mais telefonemas, promessas não cumpridas, advogados e audiência, a história do fogão da Electrolux chega ao fim.

Depois de casar, fiquei 3 meses e meio sem poder usar o fogão, pois não conseguia fazer com que a autorizada da Electrolux viesse aqui em casa me fazer o imenso favor de converter o aparelho para o uso de gás encanado. A autorizada furou em três vezes que tinha marcado para fazer o serviço, todas elas sem dar explicação, eu que tive que ligar para saber o que tinha acontecido.

Eu e meu marido entramos com uma ação para obrigar a Electrolux a prestar o serviço e prestar contas quanto aos transtornos causados, isso há 3 meses.

Hoje foi a audiência de conciliação, com o fogão já convertido há algum tempo. A Electrolux nos ofereceu um micro-ondas como compensação. Aceitamos, apesar de o micro-ondas ser da Electrolux. Vou colocar no quarto, para aquelas horas da madrugada em que dá vontade de tomar um cházinho quente, ou na área de serviço, para secar meias, pois já tenho micro na cozinha.

Se algum dia vou comprar de novo um produto da Electrolux? Não, obrigada. A boa empresa se mostra não só no momento da compra, mas quando consegue manter o relacionamento posterior com o cliente, prestando assistência, informação, mais além dos pedidos de "compre meu produto".

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E o pior é que tenho vários produtos da Electrolux em casa além do fogão.

E vejo flores em você


Apesar de não cuidar dele como deveria e como ele merecia, meu manjericão me deu nesse final de semana lindas florzinhas roxas de presente.

Não cheguei a ver exatamente quando floresceu, pois não estava em casa. Quando voltei - trazendo comigo uma imponente orquídea, diga-se de passagem -, elas estavam lá, luzindo no ramo mais verde da plantinha, talvez o único que ainda esteja verde.

Essas demonstrações de amor desinteressadas, tão próprias das plantas, dos bichos e de algumas poucas e maravilhosas pessoas...

domingo, 22 de agosto de 2010

Fácil e rápido: sobremesas zás-trás

Quem algum dia já folheou aquele caderno ou livro de receitas da avó ou da mãe deve ter percebido que, para além daquela carne assada que ficava marinando de um dia para o outro, antes de 3 horas de forno, as receitas zás-trás tinham seu valor.

As receitas zás-trás eram fórmulas de fácil preparo, com ingredientes simples e que ficavam prontas em minutos. Também eram conhecidas como receitas "espera marido" ou "espera visita", já que a dona de casa sempre estava esperando alguém, como se a vida lá fora fosse entrar pela porta de casa a qualquer momento e, quando chegasse, teria que ser recebida ao menos com um pãozinho quente.

Muito famosas também as receitas "engana visita", aquelas que você fazia em minutos com o que achou na geladeira, mas que qualquer visita pensaria que você ficou horas preparando, com direito a visita ao supermercado no dia anterior. Porque planejar (e bem) as refeições dos dias
seguintes e cuidar do preparo eram tarefas de uma boa dona de casa.

Mas as receitas zás-trás vinham facilitar a vida, dar um respiro à rotina doméstica sem que isso fosse um descuido das obrigações. Das receitas zás-trás às refeições congeladas/semiprontas foi um pulo. Mas essa é outra história.

Sou de uma geração de donas de casa que cozinham por prazer: de ouvir o marido elogiar o jantar trabalhoso, de ver os filhos comerem "tudinho, viu, mãe", de oferecer um belo almoço para os amigos no domingo, com brigadeirão e boa conversa de sobremesa. Quem não quer cozinhar: comida pronta, comer fora, pedir por telefone, marido faz. Sem cobranças. Sem culpa.

Em dois momentos zás-trás e em outro "engana visita", três receitinhas doces para as rainhas do lar modernas:

1. Taças de "frutas que tenho em casa"

Triture biscoitos maizena em pedaços grandes, ou use sobras de bolo em pedaços pequenos. Veja que fruta você tem em casa: morango, manga, kiwi (foi o que usei), banana. Pique a fruta/frutas escolhidas. Bata chantilly (tenha sempre uma caixinha de creme de leite "bate chantilly" em casa.
Coringa!). Monte em taças individuais ou em uma travessa uma camada de biscoito, outra camada de frutas picadas e outra de chantilly. Monte quantas camadas der, mas termine com o chantilly. Geladeira para ficar mais gostoso. O preparo só não foi mais rápido que comer. Nem deu para tirar foto.

2. Torta de maçã zás-trás (ou torta de maçã delícia)

Essa é mais trabalhosa. Você vai ter que descascar (eu não descasquei, mas ficou ruim para cortar depois) e fatiar fino as maçãs. Faça uma massa de torta de biscoito: biscoito maizena no liquidificador, até virar farinha, depois juntar manteiga até dar liga para forrar uma forma de torta (eu fiz numa travessa de vidro mesmo).

Sobre a massa de biscoito, coloque uma camada de fatias de maçã, polvilhe canela, regue com leite condensado, outra camada de maçã, canela, regue de novo com leite condensado...e assim até terminar a maçã ou o espaço da travessa. E o trabalho acaba por aí. Leve ao forno baixo até a massa ficar dourada e a maçã ficar cozida. Com uma bola de sorvete de creme, deixa de ser zás-trás e vira "engana visita".

3. Pavê "engana visita" (ou pavê preto no branco)

Faça um creme de chocolate com 1
lata de leite condensado, uma xícara de leite, 2 colheres de sopa de chocolate em pó (usar achocolatado é crime!), 1 gema sem pele, 2 colheres de sopa de maizena dissolvidas no leite. Leve ao fogo até engrossar, reserve. Para a cobertura, derreta no microondas ou em banho-maria 1 barra (180 g) de chocolate branco e misture com uma caixa de creme de leite, reserve. Em uma travessa, coloque uma camada de creme, outra de biscoito maizena molhado no leite com baunilha, outra de creme, outra de biscoito...e assim por diante, terminando com o biscoito. Aqui o desafio é dosar a quantidade de creme e a quantidade de biscoito que se tem. Hoje fui vitoriosa.

Por cima de tudo, coloque o creme de chocolate branco. Geladeira até ficar frio. Com raspas de chocolate branco em cima, vira Pavê de Festa.

A foto foi o pouco que sobrou depois do ataque.

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Para tirar a pele da gema, eu pego a gema na palma da mão e dou um "beliscão" nela até estourar, segurando a pelinha e deixando o líquido escorrer. Se alguém conhecer uma técnica menos melequenta, agradecida.

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